Conversa na Travessa

segunda-feira, agosto 29, 2005

Sei lá porque me lembrei disto!



THESE BOOTS ARE MADE FOR WALKING
Nancy Sinatra

You keep saying you got something for me
Something you call love but confess
You've been a'messin' where you shouldn't 've been a'messin'
And now someone else is getting all your best
Well, these boots are made for walking, and that's just what they'll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep lyin' when you oughta be truthin'
You keep losing when you oughta not bet
You keep samin' when you oughta be a'changin'
What's right is right but you ain't been right yet
These boots are made for walking, and that's just what they'll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

LEADBREAK

You keep playing where you shouldn't be playing
And you keep thinking that you'll never get burnt (HAH)
Well, I've just found me a brand new box of matches (YEAH)
And what he knows you ain't had time to learn
These boots are made for walking, and that's just what they'll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

SPOKEN

Are you ready, boots?
Start walkin'

quinta-feira, agosto 25, 2005

As coisas na lógica das crianças III

( À hora de dormir)
Gui: Aqui não há monstros, pois não?
Eu: Não filho. Não há monstros.
Gui: Porquê?
Eu: Porque a mamã e o papá mandaram os monstros todos embora há muito, muito tempo e fechámos bem a porta à chave para eles nunca mais voltarem a entrar.
Gui: Os monstros são maus?
Eu: São filho. Os monstros são maus.
Gui: Sabes uma coisa? Também há pessoas más.
Eu ( surpeendida e preocupada): Ai sim? E quem são essas pessoas más?
Gui: Os senhores que põem fogos e matam os coelhinhos e as àrvores.
Eu: Pois é, tens razão.
Gui: Tu e o papá não os podem mandar embora?

quarta-feira, agosto 24, 2005

From here to Croatia


From Here to Eternity (1953). 1st Sgt. Milton Warden (Burt Lancaster) e Karen Holmes (Debora Kerr).

Até já.

terça-feira, agosto 23, 2005

Ceci c'est pas un tigre


É um osso robusto e ensanguentado (será um femur de um quadrúpede?) que jaz num relvado verde e pouco hirsuto, 'a sombra, a ser lambido por um bicharoco cromaticamente interessante. O osso nao teve hipótese de ter uma vida melhor, dada a conjuntura.

Americanos e Chineses tem uma visao diferente do mundo - literalmente. [Este titulo nao é meu. Os meus titulos sao sempre sofriveis. Sofro sempre imenso para dar titulos ao que quer que seja.]:

"(...)There is a growing body of evidence to suggest that whereas North Americans tend to be more analytic when evaluating a scenario, fixating on the focal object, East Asians are generally more holistic, giving more consideration to the context.

(...)
Nisbett and his collaborators posit that these differences in attention to object and context arise through socialization practices. "East Asians live in relatively complex social networks with prescribed role relations. Attention to context is, therefore, important for effective functioning," the scientists observe. "In contrast, Westerners live in less constraining social worlds that stress independence and allow them to pay less attention to context." The findings are being published online this week by the Proceedings of the National Academy of Sciences."
(trabalho a ser publicado esta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences)

segunda-feira, agosto 22, 2005

High infidelity



Como saber se se está a ser encornado - o teste:
1. é homem?
2. tem mulher ou namorada?
3. e, sobretudo, tem cotovelos, orelhas ou dedos defeituosos [ou assimétricos]?

Se a resposta a estas 3 perguntas for sim, parece que Sua Excelencia se poderia chamar Charles Bovary ou Sir Clifford Chatterley , encornados clássicos. Este parece ser o aviso dado por uma equipa de psicólogos da Universidade do Novo México:

"(...) Led by Steven Gangestad, the study of 54 couples found that women whose partners have mismatching ears, fingers or elbows tend to fantasise about sex with other men when they are ovulating. Those whose men happen to be neatly proportioned do not and still prefer their partners to other men, even in the middle of their monthly cycle. (...)" (as Quintas-Feiras sao dias mais bonitos depois de se ler a extensa seccao de ciencia no suplemento G2 do jornal The Guardian)

Hmmmmm...

Para quem nao viu o Closer, aviso que vou estragar um bocado da história, com um irreprimivel prazer (nao é o filme da minha vida, que querem?!). Se bem me lembro, a personagem encarnada pela Julia Roberts (em cima, a segunda a contar da direita) casa-se com o médico podre de bom (Clive Owens, em cima 'a esquerda). A parvalhona tem um longo affair com a beleza um pouco insonsa do Jude Law. Nao me venham dizer que o Clivinho Owens tem cotovelos, orelhas e dedos defeituosos [ou assimétricos]! Deve ter sido um erro de casting.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Make schizophrenia history

"Starvation and Schizophrenia

(...)
The study, which appeared in the 3 August issue of the Journal of the American Medical Association, "offers a compelling confirmation" of the theory that prenatal malnutrition raises schizophrenia risk, says epidemiologist Richard Neugebauer of the New York State Psychiatric Institute in New York City. If animal studies can identify the key nutrients, this could yield "an almost utopian opportunity" to reduce schizophrenia risk by ensuring that pregnant women receive adequate nutrition, he says."

A Bar at the Heart of the Milky Way (II). Cenários possíveis.


Cenário 1:
Edward Hopper. Nighthawks. 1942.


Cenário 2: The Ouside Centre. Re Nighthawks.


Cenário 3: © Ron English. Popaganda: The Art and
Subversion of John English



Cenário 4: Alex Feliciano. Redhead, Bar 14. 2003


Cenario 5: © Thorsten Hasenkamm. The Lucha Libre Bar.

quarta-feira, agosto 17, 2005

A Bar at the Heart of the Milky Way


Image: NASA/JPL-CALTECH/R. HURT (SSC/CALTECH)

"(...) astronomers observed a long bar of relatively old stars spanning the center of the galaxy."

Nao sei se foi dos 20 minutos de Sol - com muitos UVAs e UVBs - que apanhei no cocuruto 'a hora de almoco no parque (em Bifolandia, sê um bife; tenho o nariz vermelho e tudo), mas achei piada 'a imagem de uma série de estrelas decadentes de Hollywood a gerirem um bar na Baixa da Galáxia. Deve ser insolacao.

Depois do sucesso retumbante do The Restaurant at the End of the Universe, nao percam A Bar at the Heart of the Milky Way. Numa revista de astrofisica perto de si.

terça-feira, agosto 16, 2005

Pequena loja de horrores

Investigacao de quase 100 websites revela horrífica seleccao de animais "exóticos", raros e em vias de extincao para venda (em libras esterlinas e/ou dólares americanos):

- tigre siberiano: £40,000 (ah, pois, nem esta caro, para um bicho que nao tarda tem o mesmo fim do tigre de dentes-de-sabre)
- gorila adolescente: £4,500 (estou surpreendida com o preco, a sério, uma verdadeira pechincha, sobretudo se se tratar de um eastern lowland gorilla, cuja populacao total em habitat natural nem chega aos 5000)
- chimpanzé femea de 5 meses: $65,000 (£36,000)
- chimpanzé macho de 2 semanas: $60,000 (há cerca de 150 000 chimps em habitat natural, o que é pouquissimo, a sério, e dai o preco);
- babuínos: $3,500 por cabeca (como ainda por cima a maioria da malta nao os grama, vendem-nos ao desbarato)
- macacos de Java ('a venda ainda antes de terem nascido): $500 por feto(peanuts...)
- girafa adulta: $40,000
- girafa recém-nascida: $3,500
- antílope tibetano - se o virem 'a venda por $1,000, podem ter a certeza que é um embuste, porque é um bicho para lá de raro
- leao de juba negra bebé: $1,500
- corno de rinoceronte (leilao) - preco inicial €250 (£170).

Tambem disponíveis para venda:
- outros primatas
- tigre de Bengala (quase tao raro como um dragao ou um duende)
- falcoes
- cavalos marinhos
- carapaças de tartarugas
- oryxes
- o diabo a quatro.

Muitos destes sites tem "door-to-door delivery".

Os horrores nao sao os bichos, obviamente, que sao lindos, mas que - escusado seria dizer - nao sao biblots.

Fonte: The Guardian

segunda-feira, agosto 15, 2005

Pard' me?

"What are you currently reading in bed?
I've got the Line of Beauty intertwined with Saturday. McEwan's very good but he keeps showing off, putting brain science on every page."

-- Resposta de Richard Wentworth ao jornalista do suplemento ABC - The Arts, Books & Culture Magazine from The Independent on Sunday, de 14/08/2005 (página 3 da edicao em papel*)

Pard' me? Deixem-me fazer um fast rewind: McEwan's very good but he keeps showing off, putting brain science on every page. Outra vez, que nao percebi: McEwan's very good but he keeps showing off, putting brain science on every page. Entao o McEwan é um exibicionista porque faz referência a actividades de investigação em neurociencia, ou utilização de dados referentes à área? Nao será incultura tua, Richard Wentworth? (sensus Chordá) Por falar nisso, se o Ian McEwan tivesse escrito apenas 3000 caracteres, em vez de 304 páginas, poderia concorrer ao Prémio Literário Fernando Catarino? Ou, como nao pagou a jóia do Clube dos Biólogos, nao pode? Mais dúvidas ainda, mas, desta feita, para ti, Richard Wentworth, se me estiveres a ler com o tradutor do Google (good luck!). Se o McEwan referisse Proust, Roland Barthes ou a soprano Gweneth-Ann Jeffers a cantar Mahler no BBC Proms, no seu novo romance , já nao estaria showing off? E se fizesse referencias 'a cultura popular, tipo ao Homem-Aranha, ao Tio Patinhas, 'a Cristina Aguillera, 'a Guiness ou aos Cereais Kellog's Special K (desde que nao referisse a informacao nutricional, que isso é tipo ciencia e, portanto, showing off), já nao seria exibicionismo? E, responde-me ainda, Richard Wentworth: o que estás a ser quando citas Roland Barthes quando te perguntam se tens algum buraco na tua vida cultural? ["(...) It's like Roland Barthes said: culture's how you cut the bread and slice the meat."] Se cultura (toda ela) é exibicionismo, entao estamos todos lixados com esta parafilia, Mr. Richard Wentworth.

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* Sim, em papel, porque? Edicao em papel borrada dos restos mortais do crepe de Maltesers(R) com molho de chocolate. Haverá coisa melhor do que deixar um souvenir do meu pecadilho chocolatólico em suporte de papel? Fazer as palavras cruzadas e o Sudoku, talvez. Nao, nao! Borrar, amachucar, recortar, origamar [neologismo - "fazer origamis"], esfrangalhar um jornal de papel é que é do melhor que há. Na praia, na piscina, na cama, na banheira, na sanita, na turca, no café, no parque, na horta, no pinhal, na savana, no pantanal, na tundra, na casota do Snoopy, na rua (de pé), na rua (sentada), no metro, no comboio, no triciclo, no rio, na gondola, nas Financas, em qualquer sala de espera, em Nova Iorque, em Papua Nova Guiné, em Samoa, em Stratford-upon-Avon, no Jardim Zoológico de Lisboa, em Takla Makan, na Venda Nova, na Arrábida, etc. [pequeno excerto da redaccao "Por que nao deixei de ler jornais em suporte de papel"]

sexta-feira, agosto 12, 2005

Do you remember the first time?


via Digitally Obsessed

Pergunta para o fim-de-semana:

Without Britpop, would we have had hit guitar groups, stadium anthems or rock stars on Newsnight?
-- John Harris no suplemento Friday Review do The Guardian de hoje, 12/08/2005.

Bom fim-de-semana, girls and boys.

quinta-feira, agosto 11, 2005

O bronzeado de Vila Chã de Ourique (distrito de Santarém)*


Actualizacao: um link, a pedido de uma familia.

*Correccao de Fante. Se estiver a enganar alguém, o bode expiatório é ele.

quarta-feira, agosto 10, 2005

"A frivolidade ao servico do que é serio."

Enquanto o Fante nao explica a matemática dos quatro mil milhoes de espectadores, há que estar atenta 'a programacao da BBC Radio 4 (92-95 FM & 198 LW), nomeadamente ao que por la se passa 'as Quintas-Feiras, das 23 'as 23.30. Gostava de participar no programa "The Ape That Got Lucky" de alguma forma (assumir que sou uma womonkey, por exemplo), mas tragicamente ninguem me convidou. Ainda mais trágico é que ainda nao descobri nenhum ponto em minha casa onde o meu rádio consiga receber as ondas hertzianas da Radio 4, mas nao sei se é por viver num bunker. Agora o que nao lembra mesmo ao diabo é nenhum dos PCs que estao 'a minha disposicao ter um Real Player em condicoes para poder ouvir o programa, e viver num sistema ditatorial em que nao posso fazer downloads. Nao obstante, digam que eu sou amiguinha e eu digo-vos que alguns privilegiados poderao ouvir o programa de amanha sobre desenvolvimento social. Sou tao amiguinha que até vos digo que podem ouvir o primeiro programa (1 out of 4), sobre Linguagem e Comunicacao, arquivado no Listen again. E por que é que isto é tao ou mais importante que os Mundiais de Atletismo, perguntam os 5 leitores da Travessa que nao estao de férias (Maria_das_Flores inclusivé)? Porque:

"In The Ape That Got Lucky, Chris Addison [um stand-up comedian] - the thinking idiot's pretend anthropologist - takes us on a journey through the vast and rich subject of human evolution in four comic lectures, and asks the listener if they're a man or a monkey (or a woman or a womonkey, if you're going to be like that about it.)
[R.1: Porque é importante sabermos quem ou o que somos.]


(...)

The team look at that idea and the implication that there must have been some other species almost exactly like us which died out because it was incapable of coping with gossip.
[R.2: Para saber o quao importante é coscuvilhar para o sucesso da espécie.]


(...)

Mr and Mrs H Sapiens like to think of themelves as quite the smartest species on the block. For a start they're the only animal which can stand on its hind legs. Except for meerkats, obviously, but meerkats can't drive or cook eggs, so that's them out. And humans are the only lot with opposable thumbs (unless you're counting crabs, and if you are you're just being picky). Besides, which other species has invented clothing, golf and bookmarks? Well, exactly."
[R.3: Para saber que há gente com muita piada na rádio, mesmo que se enganem quando dizem que os humanos sao os únicos gajos com polegar oponivel. De qualquer das formas, pode parecer que é frivolo saber-se que somos os únicos malucos entre os seres vivos a fritar ovos, a jogar golfe ou a por marcas nos livros, mas nao, nao é frivolo. É coisa séria, garanto.]

terça-feira, agosto 09, 2005

Estar a ligar para um cliente...

...entrar em modo de espera, com aquela série secante e interminável de mensagens da marca e de repente ouvir:
" Lubrificantes TOTAL. Sensações extremas."
...
É má onda....e fiquei a pensar no target.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Um pouco mais de sol...


...e tu eras brasa.

2 centésimos de segundo.

É melancómico nao saber a quantas se anda.

Exemplo 1. Escrever um post para se saber a data.

Dos azares de fim de semana...

...ou o profissional do "desenrasque" que só bebia Casal Garcia.

No sábado por motivos da normal confusão que é descarregar o carro das compras de fim de semana, trancamos as portas e deixamos as chaves no porta bagagens. Brilhante!
Já não chegava a "martelada" de quinta-feira na oficina, ainda agora mais esta!!
No desabafo dos azares, na pastelaria da rua, um dos empregados fixolas diz que tem um amigo que poderá resolver a situação.
Porreiro!-pensamos nós- E ele não se importa? Sendo fim de semana e tudo?
Na!- diz o puto ( o empregado é um puto de 19 anos)- Vou-lhe ligar a ver se ele logo à noite pode cá vir.
Tudo bem.
Por volta das 9 da noite, o rapaz liga-nos a dizer que está lá em baixo com o amigo.
- Boa noite, chefe! Então onde é que está a viatura?- Começo a reparar no material. Fita de embalagem, e uma coisa muito aguçada.
- Eh lá! Se calhar isto não vai servir. Se fossem os modelos mais recentes ia conseguir, mas se calhar...vou tentar!
Neste ponto, começo a pensar que aquele rapaz não trabalhava propriamente numa oficina.
No decurso da conversa, comprovo o meu pensamento. Estava em liberdade condicional de uma pena de oito anos ( nem quis saber porquê!), o que era uma injustiça porque ele era uma pessoa que fazia trabalho limpo. Roubava o que tinha a roubar, mas metia sempre os documentos no correio, não era como outros, que só destruiam por pura patifaria e que não faziam ideia dos transtornos que causavam.
- Oh patroa! Tem uma bola de ping-pong? E uma tesoura de pontas finas?
- Hein? ....sim, sim,...vou buscar.
No meio daquele arrazoado de conversa, ele pega na bola, e faz o que tem a fazer ( não vou explicar evidentemente!).
- Na! Também não dá. Vou ter que forçar aqui a porta um bocadinho. Pode ser oh!chefe? Olhe que isto depois fica impecável! Não tenha medos.
E lá conseguiu abrir o carro.
- Já está! Mas o seu carro já não é virgem pois não?
- Como?
- Já foi assaltado não foi?
- Já. Duas vezes.
- Pois...nota-se. Se não tivesse sido tinha sido muito mais fácil... Oh chefe! Aquela tranca de volante não serve de nada. E eu se fosse a si não deixava o rádio no porta-luvas. Toda a gente deixa o rádio no porta-luvas.
- Então quanto é que eu lhe devo?- pergunta o meu marido
- Nada chefe! Na boa!
- Não, não. Por favor. Diga lá.
- Nada, nada. Olhe aceito uma boleia até casa.
- Tudo bem. Olhe, ofereço-lhe então uma garrafa de vinho tinto. Vou buscar.
- Nada chefe. Nada disso. Eu de vinho, só Casal Garcia bem geladinho.
E lá foram eles. Contou-me depois que durante a viagem, o "profissional" foi inventariando as viaturas que já havia assltado e explicando que ele era cheio de brios.
- Trabalhinhos só na minha zona! Não meto foice em seara alheia!

sexta-feira, agosto 05, 2005

Dos filmes


Lisbela e o Prisioneiro

Lisbela (Débora Falabella) é a mocinha e Leléu Antônio da Anunciação (Selton Mello) é o mocinho. Ambiente nordestino pop. O filme dentro do filme. Tem um bocadinho de Rosa Púrpura do Cairo e de Tieta do Agreste. É natural. O realizador realizou (pois...) as novelas Guerra dos Sexos e Vereda Tropical. Oxenti! Legau djimaisss! [i.e. Legal demais!]

Lisbela: O que interessa nao é saber o que acontece. É saber como acontece. E quando acontece.

Dánou-si [i.e. danou-se!]

Temperatura

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quinta-feira, agosto 04, 2005

Manos?


Willy Wonka de Tim Burton (e Johnny Depp)


Audrey Tautou em Amélie* e Pee-Wee-Herman

Há quem diga que o Willy Wonka de Depp [barra (/) Tim Burton] é menos Michael Jackson do que se diz por ai e mais uma amálgama de Amélie Poulain, Howard Hughes, Ronald McDonald e Pee-Wee-Herman.

Hmmmm...Olha...

Quanto ao filme, alguns adjectivos e uns parentesis: dark, bitter-sweet (talvez mais bitter do que sweet), neurótico, paranóico, psicadélico (loucura visual), organico, burlesco, fantástico, musical, cynical, critico (acento agudo no "i" de "cri"), cartoonistico, um must (nao é adjectivo, mas paciencia, passa a ser). Nao sei se levaria alguma crianca a ver o filme. Nao gosto de corromper inocentes. Gosto, mas pronto, coíbo-me.

*Dedicado 'a minha afilhada, que nao suporta a menina Amélia de Montmartre.

terça-feira, agosto 02, 2005

They should totally make it, a sério, they should


(c) Jorge Cham 2005. Clicar para aumentar.

O episódio sobre a análise de dados teria, com certeza, a maior audiencia de sempre desde os tempos da novela Roque Santeiro. Se nao, vejamos.

E aquela parte em que a nossa anti-heroina, uma graduate student tuga expatriada no Reino Unido - protagonizada pela rainha dos filmes de accao, Angelina Jolie - se tenta vingar dos maus conselhos estatisticos que a sua orientadora [megera daqui para a frente] lhe deu e que a fizeram perder pelo menos 2 preciosos meses de trabalho? [Banda sonora: A Morte e a Donzela, de Schubert, quarteto de cordas (no. 14) em Ré menor, movimento 3, scherzo: allegro molto.] A nossa anti-heroina engendra um complexo plano de accao para riscar o carro da megera, mas de forma a nao levantar suspeitas, pois corre-se o risco de se ser expulso da carreira académica para sempre quando se risca os carros dos orientadores e se é apanhado. [tensao em crescendo]

Entretanto, a nossa anti-heroina tem um meeting com a megera, que é interrompido pelo seu (da megera) namorado, que, aflitissimo, lhe diz que toda a parte eléctrica do carro ardeu. A circulacao sanguinea da megera pára. [climax] Aparentemente, parece ter sido o poder do pensamento da nossa anti-heroina em accao. No entanto, a nossa anti-heroina está inocente, mas ninguém agora acredita nela. A nossa anti-heroina tinha andado galhofeiramente a espalhar por toda a cidade universitária que iria riscar o carro da megera, caso esta continuasse a fazer um vil trabalho e a tratar mal as suas orientandas. Quem irá acreditar na inocencia da nossa anti-heroina? [cenas dos próximos episodios e banda sonora: A Morte e a Donzela, de Schubert, quarteto de cordas (no. 14) em Ré Menor, movimento 4, presto*]

* "Depois de um magnífico scherzo construído a partir do motivo do coral inicial do Andante, torna-se impossível deixar de ouvir o "Presto" final, mesmo com seu frenético ritmo de tarantella em ré menor, à maneira de uma dança dos mortos. Ou mesmo um delirante cortejo fúnebre." Delirante cortejo fúnebro. É isso.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Sorte ao amor,...

No dia em que iam oficializar o seu noivado, a mãe dele liga-lhe a dizer que o filho havia morrido atropelado por um carro conduzido por bêbado eufórico com o que havia ganho no Casino.

Sorte ao jogo,...

No dia em que disse ao marido que queria o divórcio, descobriu que tinha ganho a Lotaria.

Portem-se bem