Conversa na Travessa

quinta-feira, julho 28, 2005

Redundancia

Angústia existencial. Angústia+existencial = redundancia.
Já a ansiedade nem sempre é existencial. Ansiedade+existencial= angústia. Assim é que é. Angústia sózinha. Ou ansiedade da nossa existencia. O Woody Allen (quoting: existential angst) é humano e também erra.

quarta-feira, julho 27, 2005

Diria mesmo mais

"Razões para escrever posts em Agosto

Ninguém lê blogues em Agosto. [P.M.]"


Para mim, é razao para escrever aqui todo o ano.*

*Ponto número 1: isto nao é o fado da desgracadinha. Sou feliz assim. Ponto número 2: para ser rigorosa (e justa), há cerca de 10 amigos/conhecidos e um ou outro desconhecido ocasional que me leem. Doidos.

As coisas na lógica das crianças II

Gui: Mas eu quero levar o livro para a praia!
Eu: Não podes filho, se não os animais ficam molhados e cheios de areia.
Gui: Mas a baleia e o tubarão querem tomar banho!
Eu: Mas o chimpazé não sabe nadar. Nem o leão, nem o leopardo, nem a vaca, nem o porco.
Gui: Mas eu também não sei e fico à beirinha a brincar com o balde.
Eu:( suspirando de não saber o que dizer mais) O livro vai ficar todo estragado. O livro fica na escola e quando chegares da praia pedes à Sandra para o leres está bem?
Gui: Sabes...os animais acham que tu és um bocadinho chata...

As coisas na lógica das crianças I ( a série)

Eu: Olha, filho, um avião!
Gui (2 anos e meio): Mamã, aquele avião vai levar as pessoas a casa não é?
Eu: É filho.
Gui: Aquelas pessoas moram no céu?

terça-feira, julho 26, 2005

Aprender a Amar os Franceses (III) [Sossegai. O workshop de love está para acabar.]

Conjunto de razoes número 3: o solidó (lista nao exaustiva).


Les Négresses Vertes e Gotan Project [de argentinos exilados em Paris; deve-se, no entanto, ler "Gôtã Prrrrrôjê" - assim falou a Mestre Sis.]


Mano Negra [com pelo menos um gajo nascido em Paris, mas, 'as tantas, com mae galega e pai basco; acontece que nós adoramos diásporas e isso; apesar do nome da banda se referir a um grupo anarquista andaluz, lê-se "Mànô Nêgrrrrà"] e Bruno Coulais


Edith Piaff e Joe Dassin [nao precisam de links]

Podíamos também amar os alemães...

...e os gregos, apesar da abada do Europeu. Eu também voto pelo amor universal. Menos pelos terroristas, pelos políticos demagógicos, pelos cientistas que investigam pelo lado negro da força, pelos gajos que não assinam/respeitam Quioto e tal...

segunda-feira, julho 25, 2005

Interrupcao para nos lembrarmos de amar também os suecos, esse povo tantas vezes esquecido


Andreas Wilson ('a direita), em Ondskan (Evil)

Da Suécia nao vem só a Erikson, a Anita Ekberg, o Ingmar Bergman, o jogo da sueca e a seleccao sueca de futebol. Vem sobretudo o Andreas Wilson, que pode nao ser um grande nadador (eu vi-lhe as braçadas no filme e nao me tiraram a respiracao; as costas, no entanto...) e ser mais baixo e (ainda) mais jovem do que eu, mas merece ser amado. A Grace Jones é que sabe: "he might not be perfect, but he's perfect for me."

Lembremo-nos de amar os suecos.

Mas eu amo os franceses!!

Bom...um bocadinho...e nalgumas ocasiões mais do que noutras.

sexta-feira, julho 22, 2005

Aprender a Amar os Franceses (II)

Conjunto de razoes numero 2: bonecada animada.


Ulisses 31, Inspector Gadget e As Misteriosas Cidades d'Ouro


Era Uma Vez...o Homem, a Vida e o Espaco, respectivamente


Clémentine


Piaf

quinta-feira, julho 21, 2005

Aprender a Amar os Franceses (I)

Conjunto de razoes número 1: comecemos com uma consequencia porreira da Revolucao Francesa.

Sub-série "Coisas Que Me Fizeram Espécie na Semana Passada" (III e encerramento da sub-série; suspiremos de alívio)

III. Dia 14 de Julho de 2005.
216o. (queriam que eu escrevesse por extenso, queriam) aniversário da Tomada da Bastilha e ninguém fala nisso (bem lembrado, Le Fante, que cabecinha para datas, rapaz!):
- imprensa portuguesa: parece que só A Capital faz uma referenciazita;
- imprensa francesa: com certeza que tem de referir o evento, até porque é a razao do feriado nacional frances, mas o Libération nao faz disso primeira página, apenas uma referenciazita lá pelo meio (mais uma vez, agradecimentos a Le Fante);
- imprensa britanica: primeira página de todos os jornais sérios e tablóides. Mentira, claro! Nenhuma referencia. Zero. (ou nao foi visivel a estes olhos que a terra há-de comer);
- blogosfera portuguesa: praticamente zero de referencias. Nem a favor, nem contra. Nem nim, nem... Nem eu, que, sei lá [nasalado], sou TODA Revolucao Francesa e isso, sei lá [nasalado], escrevo uma linha sobre o assunto. Tenho de fazer uma ressalva (tres!): Filipe Moura, João Vacas e Diogo Belford Henriques. Ah, mais uma, que chegou mais tarde (18/07/2005): o Bruno Sena Martins.

Penso que isto se prende essencialmente (mas nao apenas) com duas ordens de razoes.
Por um lado, com isto:

"(...) Hélas, olhando à volta só vejo ou negação da ideologia, ou afirmação de ideologias. Ou cinismo ou delírio. Ou esterilidade ou folclore. Népia indyologia." (Miguel Vale de Almeida)

Por outro lado, e isso é feio, com isto:

"In a special "Tour de France” edition of "Sports Illustrated” Lance Armstrong who’s just doing great, reveals that he relieves himself during a race by simply pulling down his shorts and going, so, occasionally, Lance hits spectators and he feels horrible because sometimes they aren’t French." (J.Leno, Thursday Night July 7).

Ou seja, as pessoas nao gramam os franceses. As pessoas acham que os franceses sao uma cambada de arrogantes que nao se lavam todos os dias, que escrevem longos testamentos, sem economia de palavras (caracteristica irritante que nós herdamos, moi aussi na maioria das vezes), que albergam/albergaram no seu seio gente chata e problemática como o Levy Strauss ou o Napoleao, certos burguesinhos de esquerda armados ao pingarelho e neofascistas. Até pode ser tudo verdade - que é um bocadinho, nao é? - mas temos de aprender a amá-los. É um bocado aquela cena da Liberdade, Fraternidade e Igualdade, sobretudo, talvez, da Fraternidade. Acho que nao ha' pessoa de bem que nao queira abracar a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade e, já agora, a Verdade, embora se fale menos nisso no ideário da Revolucao Francesa, nao sei porque. O gajo que ia propor a Verdade como parte do mote da Revolucao Francesa deve ter sido guilhotinado antes do tempo ou coisa que o valha. Mas isso nao interessa agora. Quer dizer, a Verdade interessa, diga o Alexandre Soares Silva o que disser. Mas vou-me concentrar agora na questao da Fraternidade (que nao tem de dispensar a Verdade, a Liberdade e a Igualdade). Se um irlandes de gema, como o Joseph O'Connor, é capaz de enfrentar os seus preconceitos pelos cornos e escrever um capitulo entitulado "Aprender a amar os Ingleses" (em 3 partes!!), nós tambem havemos de o conseguir, ainda que com menos arte.

É assim que abro uma nova série (oh nao!): Aprender a Amar os Franceses. Já a seguir.

Estas coisas comovem-me...

...e quando vejo que ultimamente tantos senhores da política desistem da sua "cavalgada da glória" por motivos familiares, aninha-se-me uma lágrima no canto do olho, qual Bonga, qual Bana.
É bom ver a unidade familiar em torno do bode...expiatório.

quarta-feira, julho 20, 2005

*Momento biográfico-explanativo

Lembro-me de ainda andar na escola primária e ter a minha avó a atar-me os atacadores de uns sapatos complicados, só para ser mais rápido, que eu desde os 4-5 anos já sabia atar os atacadores de duas formas, ambas eficientes (mas nao especialmente rápidas), pois sempre gostei da minha independencia, ok? Tenho qualquer coisa na mao direita (nao sei precisar o que) e a mao esquerda livre e impotente. Revelo 'a minha avó que sou 'da direita'.
A minha avó, anti-salazarista (e outras coisas) primária, uma querida e o meu role model em muitas coisas da vida, dispara: "Que disparate, Maria_das_Flores! Nao és nada de direita! És de esquerda."
Eu: "Mas...mas, nao é isso, 'vó! Sou da direita porque faco tudo com a mao direita…"
Avó: "Minha querida, és de esquerda*, e vamos lá a despachar que a mamã e o mano devem estar a chegar.”
Uns tempos depois, resolvo perguntar ao meu pai o que era isso da “esquerda”. Pergunto-lhe também (fiz ali qualquer associacao), o que eram os comunistas. Nao me leva a sério e diz-me que sao pessoas que comem criancinhas ao pequeno-almoco. Percebi logo que nao estava a falar a sério. “Pa-aai, vá láaaaaa!” Lá me diz qualquer coisa que eu nao percebo bem e manda-me ir ler n livros, incluindo O Capital (que me recusei desde logo a ler), para me despachar, que estava ocupado a assar sardinhas. Eu só queria uma resposta simples a uma pergunta (ou duas)simples. Fiquei um pouco crispada.

Os anos passaram e sou eu agora que mando as pessoas ler isto ou aquilo quando nao estou com pachorra para explicacoes. Filha de peixe. [eu nao queria, a sério que nao queria]

*mais tarde descobri que sim, mas a minha avó nao tem culpa

Subsérie "Coisas Que Me Fizeram Espécie na Semana Passada" (II)

*Sub-série da série "Coisas Que Me Fazem Espécie".

II. “Ao estilo do século”, crónica de Vasco Pulido Valente, in Público edicao impressa (nao pago para ler um jornal mediano online; alem disso, nao há palavras cruzadas - nem sudoku - na versao online), Domingo, 10/07/2005 (pronto, nao é bem-bem semana passada, mas quase).
Fiquei espantada que uma pessoa que 'a partida parece ser uma pessoa bem informada (vamos dar-lhe isso de barato) nao demonstrar ter lido a bibliografia referida mais á frente a bold.* Este senhor ganha o Prémio Sapao Rezingao Mais Cynical do Burgo do Mes.

“(…)É um sinal dos tempos que o mais populista e desprezível dos dirigentes da Europa se alie para salvar a África a um bando de estrelas pop, num espectáculo de sentimentalismo sem qualificacao ou desculpa. (…) Para que serve o perdao da dívida aos 18 mais pobres, excepto para recompensar a irresponsabilidade financeira?

LER: a) Millenium development goal 8 (por exemplo, o ponto 2 (de 7) diz: "Address the least developed countries’ special needs. This includes tariff- and quota-free access for their exports; enhanced debt relief for heavily indebted poor countries; cancellation of official bilateral debt; and more generous official development assistance for countries committed to poverty reduction."); b) Human Development Report 2003 (UN Development Programme) Millennium Development Goals: A compact among nations to end human poverty. Chapter 8: Policy, not charity: what rich countries can do to help achieve the Goals, pp. 145-162 (172KB)

"(…)O que significa garantir o acesso “universal” ao tratamento da sida, prevendo desde logo, et pour cause, que o nao seja? Quem o paga, quem o organiza, quem o aplica?(…)

LER: relatórios da UNAIDS e Human Development Reports do UNDP.

Só concordamos aqui, Senhor Sapao, na questao do proteccionismo:

Nem a “Europa”, nem a América fizeram qualquer concessao substantiva no essencial. Nao será ainda desta que param de subsidiar a sua agricultura. (…) Quem disse que a caridade bem entendida comeca em casa? A África que se aguente. (…)”

A África que se aguente? A África que se aguente?

segunda-feira, julho 18, 2005

Sub-série "Coisas Que Me Fizeram Espécie na Semana Passada" (I)

*Sub-série da série "Coisas Que Me Fazem Espécie".



Parte I. a) Descubro um novo passatempo, que ate parece ter piada, com um nome que ainda me atrapalha: Sangoku, ou Sandokan ou Sudoku

Parte I.b) Descubro que o passatempo não é novo e que já tem uma legião de geeks...quer dizer, fãs:

"Su Doku bug

Sir,
Would you please be so kind as to publish an easy samurai Su Doku this Saturday?
My partner is fed up with her new, introspective, monosyllabic, foul-mouthed weekend housemate. And we need to get to the shops: supplies are running low.
Nick Gummerson" (In seccao Letters to the Editor, The Times, 09/07/2005, p. 20)

Parte I. c) Redescubro o prazer dos clássicos. [Certo. A sua pontuação é: 99%]

sexta-feira, julho 15, 2005

O Summer test continua

Wich portuguese blogger are you?
Make the test!


100 pontos...

Results entre 81 e 100 pontos:

You are Daniel Oliveira: O relativo pouco interesse das suas opiniões é compensado pelo pacote onde vêm embrulhadas. Gosta de implodir blogues alheios e próprios. É tolerante, democrático e gosta de ouvir os outros desde que eles repitam tudo o que você lhes disse para dizerem. Resultados do teste psicotécnico do liceu: Censor.

Minha nossa...

Nao posso esquecer-me de tomar as gotas, nao posso.

Mais um ponto e era o maradona (entre 101 e 120 pontos).

Summer test ( mais um e desta vez português)

Wich portuguese blogger are you?
Make the test!



Results: Entre 101 e 120 pontos

You are Maradona – No mesmo poste há que falar sobre gajas, futebol e toyotas e não obrigatoriamente por esta ordem. Você fala como escreve, escreve como fala e pensa como escreve que é como quem diz como fala. Sente-se mal porque acha que devia ler jornais. Resultados do teste psicotécnico do liceu: Empregado de mesa num bar de alterne

quinta-feira, julho 14, 2005

Eu! Eu!


(c) Jim Davis. Clicar para aumentar.

É, é isso, when I go fishin' you can bet I'll be wishin' fish would jump on the line*. Lazy bones de tal forma que, em vez de escrever um post 'a séria, copio-colo umas lyrics. É triste, pois é.

Titulo: Lazy bones
Letra: Hoagy Carmichael
Música: Hoagy Carmichael
Artista: Louis Armstrong ou The Supremes ou Harry Connick, Jr. ou Ted Lewis(via Google), mas na minha cabeca o John Lee Hooker é que cantava isto e melhor do que aqueles todos juntos. Vai dai, aqui vai a versao real ou imaginária do J.L.Hooker, o meu Senhor dos Blues.

Lazy bones, sleepin' in the sun
How you 'spect to get your day's work done?
Never get your day's work done
Sleepin' in the noonday sun

Lazy bones, sleepin' in the shade
How you 'spect to get your corn meal made?
Never get your corn meal made
Sleepin' in the evening shade

When taters need sprayin'
I bet you keep prayin'
Worms fall off of the vine
And when you go fishin'*
I bet you'll be wishin'*
Fish would jump on the line*

Lazy bones, dozin' through the day
How you 'spect to make a dime that way?
Never make a dime that way
Never heard a word I say

quarta-feira, julho 13, 2005

Ainda os diamantes

"No pressure, no diamonds."
-- Thomas Carlyle, historiador e ensaista escoces

versus

"No pleasure, no diamonds."
-- Helena, filosófica leitora e comentadora habitué da Travessa; uma querida, portanto.

1-0, ganha a Helena.

[Nao, o árbitro nao foi comprado. (cof cof)]

[Mas se o Thomas Carlyle lesse a Travessa...talvez fosse...hmmm... pertinente haver um empate.]

segunda-feira, julho 11, 2005

Mantra da semana

[Sentada, pés entrelaçados em posição de 'lótus', balançando autisticamente o corpo para trás e para a frente, ritmo em crescendo. DMiDR (Dose mínima diária recomendada): 30 minutos. DMaDR (dose máxima diária recomendada): 120 minutos.]

No pressure, no diamonds.
No pressure, no diamonds. No pressure, no diamonds.
No pressure, no diamonds. No pressure, no diamonds. No pressure, no diamonds.
No pressure, no diamonds. No pressure, no diamonds. No pressure, no diamonds. No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressure, no diamonds.No pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamondsNo pressurenodiamonds.

E agora, ao trabalho.

Acho que nunca havia mencionado que sou leitora assídua deste cavalheiro casado.
A forma bem humorada como descreve as mais quotidianas e inevitáveis vivências de um casal, delicia-me porque vejo em alguns dos seus posts retratos quase fiéis da minha vidinha de todos os dias.( Pelo outro lado, claro!) Confesso que sinto alguma inveja deste casado. A forma saudável e terapêutica que arranjou de lidar com aquelas pequenas mossas que a vida a dois nos provoca ( porque tem que provocar! É inevitável!), faz-me pensar que as pequenas fricções podem ser sempre facilmente ultrapassáveis, haja vontade. Afinal, um bom relacionamento a dois não se faz sobre o amor, mas sim sobre a tolerância que temos face aos defeitos do outro.
Ah! E sobre o sexo no final de cada discussão…

quinta-feira, julho 07, 2005

I'll be back, baby

Meanwhile, estou em situação precária, a fingir que estou apenas a consultar um catálogo de publicações de uma certa e determinada faculdade onde nunca andei, nem penso andar, valha-me Darwin! Finto o PIDE-que-pensa-que-manda-nesta-merda-toda (contínuo da biblioteca da supracitada) o melhor que posso, mas é melhor despedir-me agora com amizade, acentos e cedilhas.

Com muita amizade, acentos e cedilhas

Yours,

Maria_das_Flores

Este blog está de "dieta".

Coitadinho! Não se acautelou durante o Inverno....

sexta-feira, julho 01, 2005

" Se isto não é romantismo...

...não sei o que é!"



Imagem retirada de www.arca-poetica.weblogger.com.br