Conversa na Travessa

Terça-feira, Janeiro 18, 2005

Então, com’é? Darwin estava errado? Não, pá! “The evidence for evolution is overwhelming.” (Parte II e agradecimentos)

[Continuacao deste post, ainda a proposito deste post do VMB e da National Geographic de Novembro de 2004, pp. 2-35]

Antes de mais, algumas estatísticas provenientes de estudos científicos conduzidos por especialistas: 45% dos cidadãos americanos adultos que responderam a um questionário levado a cabo telefonicamente em 2001 concordaram que “God created human beings pretty much in their present form at one time within the last 10,000 years or so.” Quase metade da amostra. Bonito...

Voltando à questão de ontem, por que é que há tantos antievolucionistas? Por um lado, temos a interpretação à letra das Escrituras. Por outro lado, temos tambem criacionistas e activistas políticos a interferirem com o ensino da biologia evolutiva. Ainda por outro lado (isto é uma figura geométrica complexíssima, cheia de lados e dimensões e isso), temos a confusão e a ignorância de muita gente (ver National Geographic de Novembro de 2004, pp. 2-35].

Eu tenho um sonho...[By the way, ontem foi Dia de Martin Luther King nos EUA, relembra Rui Tavares, relembrado por uma amiga e leitora do Barnabe'] Chegará o dia em que não saber quem foi Darwin (e Wallace, ´tadinho!) e qual o seu contributo para a ciência (e cultura) será tão ou mais embaraçoso que falar nos quartetos de cordas de Chopin ou não saber quem escreveu “Folhas Caídas” (referência a uma história que contei num post qualquer há tempos e que sei lá por onde pára).

Concluindo, há uma quantidade overwhelming de evidências que provam que a teoria da evolução continua de boa saúde. De vez em quando, eu arroto umas postas de pescada congelada sobre o assunto, mas como não tenho a qualidade e a boa vontade desta gente, acho que o que fariam melhor, meus caros 6 leitores + gente via Google à procura de imagens, era ir ler Darwin (Wallace) e esta gente magnífica .

THE END

Agradecimentos: em memória do meu padrinho, pelo livro que me ofereceu aos 8 anos e ¾ , “A História do Homem a Caminho da Civilização”; ao “Moe”, o super-repetente da minha turma do 1º ano do Ciclo Preparatorio (5o. ano agora?), com os seus 90 kgs de retórica bruta, por me ter deixado chegar (viva) à idade adulta (“Só não te parto a boca porque és rapariga!”), permitindo-me, um dia, quem sabe, vir a ter sucesso reprodutivo; ao Carl Sagan, por não se rir de perguntas como “Por que é que os planetas são redondos?” (cabra da setôra de Ciências, nunca mais abro a boca! – e nunca mais abri, naquele ano); ao Arquipélago de Galápagos; ao avô do Charles Darwin e ao estafermo do Malthus; à pasta de dentes Tricoli®; aos Sugus® de maracujá (por que nao?); ao molin, por me ter falado da National Geographic portuguesa de Novembro de 2004, que é a tradução da National Geographic inglesa de Novembro de 2004; ao teclado do meu Shiba (To' Shiba), pela cedencia de alguns dos acentos e cedilhas deste post gigante em duas partes (mais agradecimentos); ao Big Bang; ao pai do Calvin, pelas brilhantes respostas a perguntas fundamentais.


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