Conversa na Travessa

quarta-feira, dezembro 17, 2003

sem rótulo

Rodavas incessantemente nos lençóis.
Um sono solto invadia-te e com ele abrias e fechavas os olhos.
Olhava para tudo, feliz, aquele momento era mágico.
Um sono aquece-me o corpo, mas luto; quero permanecer neste encanto, doce e ternurento, que é apenas olhar-te.
Olho para ti, imagino como seria não deixar o teu calor por um só instante, onde os sonhos de toda uma vida, podem ser colocados e tocados.
Sinto-te.
O quente do teu corpo e o suspirar, quero que fiques aqui, perto há distancia de um abraço sempre.
Soltam-se mais beijos, o corpo salta: "beija-me, toca-me, lambe-me" - parece-me dizer.Não somos nada nem ninguém, apenas regimos por dele, um corpo, que se agita de forma subtuosa e magnífica.
Não partas!
Deixa-me admirar-te só mais um pouco. Sentir a suavidade do teu corpo, de tocar o aroma doce do prazer.
Espera!
Deixa-te estar, quero sentir a penumbra do pazer!...
Olha! Queres fazer amor comigo?
Acordas por instantes, com a cara enrolada da almofada dizes-me que queres continuar ali, rebolas e e navegas num mar de lençóis e, abraças-me.
Sorri!
Um calor cai sobre mim, o cansaço vence e adormeço, no mesmo sonho! Onde estou? Tudo é verdade! Estou aqui enrolada no quente do teu coração.


A Tangerina

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