Conversa na Travessa

quinta-feira, novembro 27, 2003

Segundo uma sondagem...

...efectuada na Travessa, segundo os mais rigorosos métodos de amostragem, isto é o que pensam acerca da generalidade da actual classe política.



Ficha técnica:
Inquéritos telefónicos entre as 4 e as 5 da manhã na zona da Travessa, a 22 pessoas distribuidas da seguinte forma:
9 homens
7 mulheres
2 homossexuais
1 construtor civil
1 traficante
1 padeiro ( estranhamente este foi o único que não acordamos!)
1 calceteiro marítimo

Salientamos que a opinião foi unânime pois logo após efectuarmos a nossa questão, a resposta era invariavelmente a mesma: " Cab*ão. Filha da P**a. Vou-te aos c*rnos. etc."

quarta-feira, novembro 26, 2003

Queijos...

...e beijos!
dominant
You have a dominant kiss- you take charge and make
sure your partner can feel it! Done artfully,
it can be very satisfactory if he/she is into
you playing the dominant role MEORW!


What kind of kiss are you?
brought to you by Quizilla

E esta Sombra verde?!?

A Tangerina

Já fui cortar o cabelo...

...e sinto-me muito melhor. A mim, os nervos e o stress acumulam-se nas pontas dos cabelos e nada como um belo corte para desaparecer tudo na pá do cabeleireiro. Só não gosto muito é deste ar arrumadinho, mas chegando a casa já lhe dou o arroz. Porque eu gosto de cabelo com pelo na venta.


"Cabelo serve para pentear e arrumar fita na cabeça."
Amanda

terça-feira, novembro 25, 2003

Speechless..

...ou a falta de palavras que verbalizam o meu sentimento por ti!


A Tangerina

Amanhã vou cortar o cabelo!

Gente pode ter cabelo curto, comprido, enrolado, liso, castanho, loiro ou ser careca, mas palavra pode ter cabelo? Foi assim que a menina da estória de Ana Maria Machado se perguntou ao ouvir sua avó lhe dar uma bronca daquelas. "Que coisa feia, uma mocinha sujando a boca com esses palavrões cabeludos", zangava-se.

E a menina não entendia porque certas palavras podiam ou não ser ditas por uma garota. Para ela, palavrão nada mais era que uma palavra bem grande e difícil de falar, como paralelepípedo. Mesmo quando dizia palavras bem pequenas, as pessoas reclamavam. Não dava para entender!

Além de gostar de palavrinhas, palavras e palavrões, a menina gostava de inventar novas palavras também. Certa vez, ao saber que iria ganhar um irmãozinho ou irmãzinha, inventou o nome de cusfosfós para batizar o neném. Cusfosfós, além de fazer cócegas no céu da boca, servia tanto se fosse menino ou menina. Quem não gostou nada da idéia foram seus pais, que acharam que a menina estava xingando o bebê antes de nascer.

Um dia, resolveram colocar pimenta na boca da pobre garota para que ela não falasse mais palavrões. A partir daí, a menina resolveu ficar boazinha e não falar coisa alguma, para não correr o risco de dizer o que não devia (apesar de não saber o que não devia dizer).

Assim, a garota permaneceu calada até o fim da gravidez de sua mãe. Depois que a sua nova irmãzinha nasceu, descobriu que ela repetia "nhém, nhém, nhém" e isso bem poderia ser um palavrão daqueles! Então ficou contente, pois já não era a única a falar palavras que as pessoas não entendem e ainda por cima enxergam cabelos nelas.

Palavras, Palavrinhas e Palavrões foi escrito por Ana Maria Machado e ilustrado pelo Fê. O livro faz parte da Coleção Camaleão, editado pela Quinteto Editorial.






segunda-feira, novembro 24, 2003

Utopias: um outro futebol e' possivel



Paris: mais uma edicao do Forum Social Europeu, que, se nao me engano, decorreu de 12 a 15 de Novembro (ultimamente, sou quase tao ma' para me lembrar de datas como de nomes). Propos-se ser a edicao europeia do Forum Social de Porto Alegre. Desobedientes de todo o continente reencontraram-se para discutir o tema "Construir uma outra Europa, construir um outro mundo", variacao do slogan "guevariano" "um outro mundo e' possivel".

Mas mudar o mundo e' cansativo, nao e'? Pois ha' quem proponha que devemos tentar mudar o futebol. Acharao eles que e' uma empresa mais facil? A revista francesa Les Cahiers du Football resolveu por na capa um David Beckham vestido de Che Guevera (nao lhe fica mal, nao senhora) que, parafraseando o slogan do Comandante, pergunta: "Um outro futebol e' possivel?" Mas querem la' ver que querem comecar um Forum Futebolistico Europeu? Amantes do futebol de todo o mundo, uni-vos!

O titulo do jornal diario italiano La Repubblica, "Se Beckham se transforma em 'Che'", diz tudo. Nao tarda transformam a ex-posh Spice em Evita. Cada epoca tem as utopias que merece? Ate' tremo.

Continuo a achar que o futebol e' o opio do povo. Ou heroina, a heroina e' que e' do povo!

O maravilhoso mundo dos contos infantis- " CINDERELA"

Há bués da time havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela. A Cinderela, Cindy p'ós amigos, parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails. Com este desatino só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué de cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ía acontecer:
Uma party!!
A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.
Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana e ela ficou a parecer uma g'anda febra. Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a abrir. Ao entrar na party topou um mano cheio do papel, que era bom comó milho e que também a galou. Aí a Cindy passou-se dos carretos e desbundaram "ól naite long" até que ao ouvir as 12 ela teve de se axandrar e bazou.
O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama. No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato. Como era um alta cromo, teve uma vaca descomunal e
encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que tiveram um g'anda vaipe quando souberam que eles iam juntar os trapos.
No fim, a garina e o chavalo curtiram largo e foram bué de felizes.

...

Um pouco de actualidade nunca fez mal a ninguém...


A garina e o chavalo

Fada bacana

sexta-feira, novembro 21, 2003

Os prisioneiros de B & B (Bush & Blair, e nao Bed & Breakfast)


Muitos prisioneiros de Guantanamo sao provenientes do Afganistao

Bushland
Ontem, o telejornal da noite do Channel 4 britanico deu especial relevo 'a visita de Bush a Londres e 'a manifestacao em sua "honra". Falava-se das varias causas de indignacao dos manifestantes, nomeadamente em relacao aos prisioneiros de Guantanamo. Ha' uma crescente preocupacao em relacao ao desrespeito dos direitos humanos destes prisioneiros. Muitos nao sabem do que sao acusados e ha uma grande preocupacao em relacao a uma possivel parcialidade dos tribunais militares. Disse um psiquiatra que os visitou que teme que se encontrem fracos demais para conseguirem defender-se em tribunal. Quase nao fazem exercicio fisico e ha' alguns relatos de censura nas cartas que tentam enviar 'a familia. A Amnistia Internacional insiste para que sejam considerados prisioneiros de guerra. A este respeito,o Secretario de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, dizia 'a BBC news, em Maio deste ano:

"As I understand it, technically unlawful combatents do not have any right under the Geneva Conventions."

Parece que nao percebeu muito bem, ou fez que nao percebeu. Colin Powell andava aparentementelixado com tais afirmacoes. Mas nada mudou desde entao. Ainda nao. Mas a opiniao publica vai estando atenta.

Sendo assim, ao nao serem considerados prisioneiros de guerra, estes prisioneiros nao tem de ser libertados depois do cessar das hostilidades. E mais: sob esta classificacao ("unlawful combatents"), os prisioneiros nao tem acesso ao processo legal. E mais ainda: os tribunais militares terao o poder de impor a pena capital. E muito mais ainda: parece que o Presidente Bush tera' o poder de decidir muitas das execucoes. Sera' que as 100-110 mil pessoas que ontem estavam em Londres a manifestarem-se conseguiram por um pouco de vergonha na cara do Sr. B. dos EUA?


Prisioneiros de Guantanamo

Blairland
Estranhamente, nao vi 100 mil pessoas a manifestarem-se contra uma preocupante decisao do Parlamento Ingles, ai ha' cerca de 3 semanas. Pois foi aprovada uma lei que diz que nao sao inaceitaveis em tribunal declaracoes conseguidas atraves de tortura, cabendo ao juiz a decisao final (de considerar ou nao tais declaracoes). Eu nao sei qual e' o meu limite de dor, e nao sei que historias o meu cerebro inventaria sob tortura. Que o meu vizinho do lado participou em actos terroristas e eu vi tudo, tudinho? Que eu tenho intencoes de conquistar o mundo 'a forca ("forsa")? Que eu tenho um fetiche em relacao 'a voz do J.Pedro Pais? Isto preocupa-me. Sobretudo ainda nao ter visto/ouvido muito gente revoltada com isto. E o Sr. B. da UK tambem nao tem vergonha na cara?



Bruce Gilden 2003.Cuba. Baia de Guantanamo. Camp Delta de noite. No letreiro esta' escrito o credo de Guantanamo: "Honor bound to defend freedom".

P.S. Estou contigo, Daniel Oliveira (post "Cercados", de 21/11/2003)

Desde o momento em que entraste na minha vida...



...não mais passou um minuto sem que pensasse em ti!

quinta-feira, novembro 20, 2003

Se eu estivesse aqui com os meus dois amores....


...a vida seria perfeita!!!

quarta-feira, novembro 19, 2003

Aah, la Bell'Italia!


Henri Cartier-Bresson. Italia, 1951. Basilicata, Aldeia de Matera



Diziam no filme "Dead Poets society".

A Tangerina

Ontem la demos cabo dos franceses...ihihihihihihi!!! Estamos apurados!! Wheeeeeee!!!


Mudando de assunto...

Nao sei se sou so eu, mas se ha coisa que me agrada muito e a pontualidade. Acho ate que e uma muito boa qualidade!
E para mim pontualidade e chegar a hora certa. E nao chegando, da-se-lhe 5 minutos de tolerancia, no maximo! Ou nao havendo hipotese de cumprir um dos dois requisitos anteriores, pelo menos telefonar a avisar do atraso.
Agora, o que fazer, quando no meio onde trabalho pontualidade é marcar uma reuniao para as tres e aparecer as cinco da tarde? Se aparecer! Ou combinar uma entrega para um dia e aparecer no outro?
Isto sao coisas que me desesperam, porque se ha coisa que odeio e ficar a espera de pessoas interminavelmente, sem sequer ter a certeza se aparecem.
Penso que nao sou excessivamente rigorosa, mas isto sao coisas que me aborrecem.
E o que me parece e que hoje em dia, o rigor da pontualidade, vai sendo substituido pelo laxismo e pela falta de respeito ( que o é!) pelo tempo dos outros. O que me leva a pensar. Sera isto mais uma prova do egocentrismo em que vivemos?


"Tempus fugit"

terça-feira, novembro 18, 2003

Que a música vos acompanhe!!...

segunda-feira, novembro 17, 2003

No comment....

CWINDOWSDesktopFightclub.jpg
Fight Club!


What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla

O que uma pessoa descobre pela net!

CWINDOWSDesktopGump.JPG
Forrest Gump!


What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla

Obrigada Aqua
A Tangerina

Para os psicanalistas...

O carro é o simbolismo da mãe, no entanto não queremos quebrar nunca esse elo.
Reflexão é o que se pede...

(já agora também alguma manutenção nas estradas por parte das entidades competentes)



A Tangerina

Nota: as melhoras da Jornalista Maria João Ruela.



(...)

(...)

(...)

(...)
Um (1) minuto de silêncio, por favor, para todos os que perderam a Vida em acidentes estúpidos !
Um (1) minuto de silêncio por favor, para todos os que perderam a vida em acidentes estúpidos !
Um (1) minuto de reflexão !
Um (1) minuto de atenção !
Um (1) minuto para que esses minutos se transformem em horas, em dias, em semanas, em meses, em anos, em décadas !
...
Porque basta um (1) minuto, para que tudo seja nada........

sábado, novembro 15, 2003

Polaroid sem imagem
Verso - Rua dos Três Vales, Caparica - 1 de Agosto de 2002.
No escritório o telemóvel toca. No visor aparece um número não identificado.
Atendeu.
Uma voz meio desesperada fala do outro lado. Ao fim de alguns segundos de conversa disparatada para criar ambiente ouve "vou ser pai!".
Sentiu um aperto no estômago e a boca seca.
Deseja felicidades e desliga o telemóvel para a vida.
Terminou uma saga.

A Tangerina


sexta-feira, novembro 14, 2003

A amiga toalhita
Numa sociedade em que cada vez mais ha mais homens a morar sozinhos e mais homens a dividir as tarefas caseiras, os fabricantes de produtos de limpeza para o lar, nao deixaram passar esta faixa de consumidores despercebida. Estava pois eu dizendo que os fabricantes, atentos a este novo segmento de mercado ( o homem que vai as compras e que limpa a casa), criou um produto genial. As toalhitas limpa...tudo. Este e um produto interessante porque amplia o conceito ja utilizado nas tolhitas para limpeza dos rabos dos bebes, ou seja, o conceito de limpa e deita fora, acabando com aquela parafernalia de panos e paninhos, que sempre temos em casa ( pano do po, pano da loiça, pano do WC, pano para limpar, pano para secar, etc.) e tambem de produtos ( desinfectante da cozinha, do WC, para lavar o chao, para lavar isto, aquilo, o outro, ...) Eu devo dizer que se nao fosse o meu marido, provavelmente nunca teria entrado em nossa casa uma embalagem de tais toalhitas. Mas isso porque eu sou da velha escola dos paninhos ( apesar de torcer os panos a homem, como diz a minha mae...seja la isso o que for). Mas o meu marido entroniza tais objectos de limpeza e como ele conheco mais alguns que o fazem. Numa observacao mais cuidadosa das diferentes utilizacoes dadas a cada uma das cerca de seis embalagens diferentes que tenho la em casa, verifico o seguinte:
Toalhitas para limpar a cozinha
Toalhitas para limpar o WC
Toalhitas para limpar o fogao
Toalhitas para limpar o po dos moveis
Toalhitas desengordurantes
Toalhitas limpa vidros e espelhos
Eu confesso que sou um pouco distraida e que as vezes confundo as embalagens ( sim, tambem eu, as vezes me rendo a tal modernidade). Mas nessa confusao descobri o seguinte:
As toalhitas para limpar a cozinha, tambem dao para limpar o WC
As toalhitas para limpar o WC, tambem dao para limpar a cozinha
As toalhitas para limpar a cozinha e o WC, nao dao para limpar vidros nem espelhos
As toalhitas desengordurantes nao removem a gordura deixada pelos toalhetes da cozinha, nem do WC nos vidros e espelhos.
As toalhitas para limpar vidros e espelhos, so dao mesmo paral impar vidros e espelhos
As toalhitas para limpar os moveis so dao mesmo para limpar os moveis e as molduras se forem utilizadas com extremo cuidado para nao tocar nos vidros ou acrilicos , porque se nao as toalhitas limpa vidros e espelhos comecam a patinar no produto da toalhita anterior, causando uma camada de gordura, que a toalhita desengordurante nao remove.
Ainda ando a procura da utilidade da toalhita desengordurante.
Posto isto e fazendo o inventario do armario de produtos de limpeza la de casa chego a conclusao que:
Continuo a ter o pano do po, o pano da louça, o pano do WC, o pano do chao o pano de secar, alguns esfregoes, os produtos de limpeza que tinha anteriormente, seis embalagens de toalhitas, das quais duas servem o mesmo efeito e outra e completamente inutil.
Fazendo entao o balanco, chego a conclusao que nao limpando a casa mais vezes, tenho o dobro dos produtos de limpeza de que efectivamente necessito. Sera isto o chamado consumismo?

quinta-feira, novembro 13, 2003

Melhor gargalhada do meu dia

Poizé, o senhor Aqua criou o Beluga dele porque estava farto de ler a Travessa... E não é que teve uma excelente ideia?!?
Ide até lá, e vejam com os vossos próprios olhos um pequeno relato da Caras desta semana. E mais não digo, sr Castelo Branco! (hilariante)

A Tangerina

Pós-escrevinhar: As melhoras do sr. Aqua!

quarta-feira, novembro 12, 2003

“I’ve got rhythm, I’ve got music, I’ve got my friends, who could ask for anything more” (II PARTE)


Primeiro que tudo, estou chocada. Como é que é possivel alguém ter-se apoderado do meu antigo nick (“MaryFlower”, don’t ask why...) e ter feito sucesso como cantora de blues??! Que fique registado aqui que nao sou uma cantora de blues profissional (mas se as paredes do meu quarto-de-banho falassem...). Mas quero os meus royalties, ora bolas!

Continuando o ensaio da semana passada sobre mùsica e evoluçao. Tinha falado em algumas hipòteses para o “aparecimento” da mùsica na vida humana, numa perspectiva evolutiva: a mùsica como um “acidente evolutivo”, mas que acaba por activar partes do cérebro relacionadas com o prazer; a mùsica como forma de selecçao sexual; etc.

Falta ainda falar de outras teorias, em que se dà importancia a outras dimensoes da musica. Uma dessas dimensoes consiste no cimentar das relacoes sociais e na coordenaçao das actividades de grandes grupos de pessoas. O Dr. Robin Dunbar, da Universidade de Liverpool, um cientista com grande produçao de ideias originais (farta-se de propor teorias e modelos; quem quiser, que os testem!), relaciona a evoluçao da linguagem, com a coscuvilhice, o tamanho dos grupos humanos e a tambem a evolucao da musica. Este senhor demonstrou que os primatas nao humanos passam grande parte do seu tempo a catarem outros membros do seu grupo social. De tal forma que, se os seus grupos crescessem muito mais, mal teriam tempo para procurarem comida.

Dunbar acredita que os grupos humanos com mais de 150 membros tiveram de desenvolver uma forma de contrabalançar a impossibilidade de catar toda a gente. Teve de se desenvolver novos tipos de “cola social”, nomeadamente a linguagem (e, dentro desta, a coscuvilhice em particular). Ele sugere que cantar em grupo, pode ter sido um passo intermédio neste processo. Diz que tem dados preliminares que demonstram que cantar na Igreja produz endorfinas, um tipo de hormonas cerebrais consideradas inportantes no cimentar de relacoes sociais (e ligadas tambem aos centros de prazer...).

Outros investigadores, como Edward Hagen, da Universidade Humboldt em Berlim, e Gregory A. Bryant, da Universidade da California, pensam que o papel da musica na història evolutiva humana nao foi criar coesao social, mas sim exibi-la aos grupos rivais. Ao exibir um bom show de musica e danca, um grupo poderia mostrar que tinha uma boa coordenacao entre si e que a poderia revelar numa situaçao de conflito inter-grupal, ganhando a disputa. Este show-off evitaria uma verdadeira luta e derramamento de sangue. Por exemplo, os chimpanzés machos às vezes fazem coro utilizando uma vocalizaçao que é conhecida por pant-hoot, que, se por um lado atrai femeas para uma nova fonte de alimentos que eles encontraram, por outro é uma exibiçao que os machos fazem uns aos outros. Segundo Hagen e Bryant, para os ancestrais humanos, as exibiçoes musicais deste tipo podem ter formado uma base evolutiva para as capacidades musicais dos humanos modernos (anatomicamente modernos, isto é, toda a gente actualmente). Com perigo de ofender algumas pessoas, isto sò me faz pensar o quao arcaicas sao as bandas militares. Nao sei quanto è que se gasta neste tipo de agrupamentos em Portugal, mas sei que nos U.S. of A., em 1997, o Pentàgono gastou 163 milhoes de dòlares em bandas militares. Exibiçao de força?

Tanto a teoria do cortejamento, como a da coesao social (quer seja a hipotese mais bélica quer a menos bèlica), sao teorias das origens da musica que assumem que hà estruturas no cérebro humano que se desenvolveram especificamente para lidar com a musica. Contrariando a ideia do Dr. Pinker (a ideia do “acidente evolutivo”), parece haver algumas provas, ainda nao conclusivas, em como existem estruturas especificas para a musica. Algumas delas sao, por exemplo, o facto de muitas caracteristicas da musica serem universais e presentes desde o nascimento. Todas as sociedades tem musica, em todas se cantam musicas de embalar (lulluby songs), e a maioria da musica é composta por subconjuntos da escala cromàtica de 12 tons.

A Dra. Sandra Trehub (Universidade de Toronto), por exemplo, tem vindo a desenvolver métodos para testar as preferencias musicais de bebées entre os 2 e os 6 meses. Descobriu que eles preferem sons consonantes, tais como quintas ou quartas perfeitas, em vez de sons dissonantes (nao percebo nada de musica em termos assim mais técnicos, mas pronto...). O tracto vocal humano modela as vibraçoes das cordas vocais, transformando-as em conjuntos harmònicos que sao mais intensos nalgumas frequencias do que noutras, em relaçao à nota fundamental. Os neurocientistas David Schwartz,Catherine Howe e Dale Purves descobriram que os principais picos de intensidade ocorrem na quinta e na oitava, com picos menores noutros intervalos, que correspondem à maioria dos 12 tons da escala cromàtica, quer se trate de falantes de Ingles, Mandarim, Persa ou Tamil. Parece, pois, que o sistema auditivo humano està preparado para reconhecer os sons mais importantes do ambiente que o rodeia, que sao os sons da voz humana.

Algumas pessoas sao incapazes de apreciar musica, levantando a hipòtese de alguma faculdade especifica para a musica estar danificada. Direi eu que hà gente que atè è capaz de apreciar musica (dizem os proprios), mas que sao incapazes de a reproduzir de forma agradavel aos ouvidos mais sensiveis, e que insistem em bombardear-nos com os seus...displays. Nao vou dizer nomes. Sò siglas, tipo JPP, ou T. dos X. e P.

P.S. O New York Times de 16/09/2003 fala disto.

terça-feira, novembro 11, 2003

Se ha coisas que me complicam o sistema nervoso e ter de pedir informacoes em organismos publicos. Nunca sabem, nem sabem quem sabe. Repetem tres vezes a nossa pergunta com o ar de desprezo tipo"está agora esta fulana p'raqui a fazer-me perguntas dificeis e a querer que eu levante o rabo da cadeira" enquanto olham em volta a procura do colega a quem possam passar o berbicacho. E quando finalmente se chega a fala com alguem que supostamente sabe, nao se fiem. Liguem amanha, falem com outra pessoa e a informacao obtida sera totalmente diferente. Vivemos assim num autentico baralhometro institucional. E e pr'a quem quer...
Aqui ha uns tempos atras, precisei de ir fazer um reconhecimento de uma assinatura. Peguei na certidao e dirigi-me a um cartorio. Chegada la, diz-me a funcionaria:" Ah! não lhe posso fazer o reconhecimento com essa certidao, porque a data de emissao da certidao e a data de verificacao dos registos e diferente" Expliquei a senhora que esta certidao, tinha sido emitidda pela Conservatoria, que, como todos nos que trabalhamos nisto sabemos, anda cerca de um ano atrasada. A senhora por seu lado explicou-me que tinha um decreto que a impedia de fazer reconhecimentos nestas condicoes. Deu-me ate copia do decreto e tudo. Depois baixou o tom de voz e disse para experimentar o cartorio da porta ao lado, que podia ser que as colegas nao reparassem. E eu assim fiz. E la me reconheceram a assinatura (nao sem antes a funcionaria quase me recusar o reconhecimento, por alegadamente as assinaturas dos dois documentos nao serem coincidentes,...). Agora digam-me la se isto nao e a gozar?

segunda-feira, novembro 10, 2003

Já agora! Também gosto muito disto ...e disto ...e já agora, isto também é bom ...olha que site tao jeitoso ...

A " posta" de segunda feira
Esta e a posta mais dificil de cozinhar. O vacuo mental com que uma pessoa chega a segunda feira so e comparavel ao conteudo( ou falta dele) do cerebro de um qualquer concorrente do Big Brother.
No sabado, fui a Feira dos Vinhos no Centro de Congressos de Lisboa. Logo a entrada um cartaz dizia:"Se pretende provar muitos vinhos, por favor, utilize as cuspideiras". Mau marketing!! So de me imaginar a cuspir para dentro de um sitio, onde dezenas de outras pessoas cuspiram, ainda por cima em epoca de constipacoes, sem ter a certeza absoluta que conseguiria evitar a visão do conteudo, inibiram-me. Apenas provei ( bebi!) um moscatel do Douro. A Feira estava jeitosa e como em outros anos tinha como complemento alguma mostra de azeites, queijos, mel e compotas. Havia muita gente. Gente como eu nao me lembro de ter visto outros anos, o que de certa forma demonstra o cada vez maior interesse do público por produtos que sao tradicionalmente nossos e tradicionalmente bons. Foi uma visita agradavel, que terminou com um passeio por Belem ao finzinho da tarde e com um lanche de...adivinhem la de que?...pasteis de cerveja, pois entao!!!! E que ninguem fala destes pasteis que tambem sao deliciosos com uma chavena de cha...ou sem chavena de cha! Acho mal!

Não foram estes os pasteis que comi, foram outros dos quais nao achei fotografia.

sábado, novembro 08, 2003

Divas do Cinema

Acabei de chegar da sessão de lançamento do livroda Tia mais catita de todo o Cyber-espaço, isto é, a minha querida Supertia!
Deixo aqui a capa do livrinho simpático e baratucho (na FNAC custa só 8,10€), que sugiro como prenda de natal para os amigos, ou algo saboroso para saborearmos nas noites frias de um inverno que está quase a chegar!


Um bibi enorme para a Supertia Madalena!
A Tangerina

quinta-feira, novembro 06, 2003

Adaptacao do mercado livre as novas realidades
Ha ja algum tempo que nao escrevia novidades acerca do mundo da venda ambulante que me e dado a ver quase todos os dias. A falta de assunto deveu-se a uma suspensao temporaria das actividades comerciais. Soube que a accão da policia sobre esses vendedores andava tao cerrada, que optaram por dar uma folga aqui a  zona e ir exercer o oficio para outras bandas. No entanto, ha duas semanas atras, pouco a pouco, um a um, foram voltando. Mas vieram de outra forma. Mais organizados. Mais adaptados. Assim, a primeira mudanca foi terem deixado de estacionar os furgoes com a mercadoria, todos juntos. Agora o parqueamento e feito em diversos locais. A segunda alteracao, teve a ver com o transporte da mercadoria para o local de venda, ou seja, em vez de andarem com os bracos cheios de "material" ( entenda-se roupa), levam meia duzia de pecas dentro de sacos de plastico da Zara ou do Corte Ingles, em vez dos tradicionais sacos pretos, enormes e denunciadores. Agora tambem ja nao gritam, nem espalham lencois no chao para expor a mercadoria. Andam portanto um pouco camuflados, abordando cada pessoa particularmente e sempre de olho a  coca.
O que me leva a observar estas pessoas e um certo fasci­nio por uma especie de irmandade, criada pela necessidade e a  margem da lei. Tem uma linguagem propria, alcunhas, ( lembram-se do Periquito? Ah! e descobri que aquela que parece ser a li­der deste bando e chamada de Croquete.), maneirismos. E ao contrario do que se calhar se esperaria, pertencem aos mais diversos grupos etnicos. Ha ciganos, orientais, penso que uma rapariga de Leste, alfacinhas de gema...
Devo dizer que ate sinto falta daquela algazarra matinal, logo que sai­a do autocarro. Sentia-a como o pulsar de uma cidade viva, com garra e energética.


P.S. Peco desculpa pela falta de acentos e cedilhas. Palavra de honra que e alheio a minha vontade.

quarta-feira, novembro 05, 2003

É porreiro

Ser vizinha do apartamento 15ºD do Casal Gay.
Vou até ali beber um cházito de jasmin com eles e já volto!

A Tangerina

Historias da Carochinha



A proposito do post da Madrinha sobre a literatura dita "infantil", lembrei-me de descongelar mais uma posta que tinha para aqui. Apesar de nao ter prazo de validade, achei que a posta deveria ser cozinhada hoje.

A minha infancia tambem foi recheada de contos de Perrault e dos Irmaos Grimm, das aventuras dos Tres Mosqueteiros, das 20 000 Leguas Submarinas e do Tom Sawyer, tanto em livro como em desenhos animados. [Alvissaras a quem me arranjar a musica d'As Aventuras de Tom Sawyer.]

Lia e relia avida e masoquistamente os contos de Anderson (A Pequena Sereia, A Menina dos Fosforos, Polegarzinha), sempre 'a  espera de um final feliz. Em vao. A Pequena Sereia de Anderson tentava ensinar aos putos o espi­rito de abnegacao. Por amor. Sofrer e morrer calado, para o nosso amor nao sofrer nem morrer tambem. Lindo. Bom, a sereiazinha nao morria propriamente: transformava-se em espuma e voltava para o mar, para junto das suas irmas, tipo reencarnacao mal feita. Uma sereiazinha sofredora, a minhas de distancia da Little Marmaid da Disney. Literatura infantil? E a Menina dos Fosforos? Por que e´que uma menina tao boazinha e pequenina tinha de sofrer daquela maneira? Morrer de frio e de fome?! Please, em que mundo em que vivemos?! Para depois ir para o ceu ter com a avozinha e nunca mais sofrer de frio, nem fome, nem de solidao?! "Infantil", dizem?! Os finais daquelas historias deixavam-me sempre um pouco amargurada. Lia-as e relia-as, sempre 'a  espera de um twist na historia, 'a espera que as profecias nao se realizassem: "- E' hoje que a pequena sereia arranja um anti­doto para a porcaria da pocao que tomou, sem ter de apunhalar o seu principe encantado, nem ter de perder as suas pernas humanas tempora¡rias, nem ter de se transformar em espuma do mar!" "- E' hoje que o principe deixa de gostar da namoradinha-que-toda-a-gente-gosta-e-aceita e se casa com a sereia!" "- E' hoje que a menina dos fosforos consegue vender todas as caixas de fosforos e comer um caldo verde quentinho, no restaurante da Dona Rosa, que se encanta por ela e a adopta e vivem felizes para sempre!" E por ai fora...

Ja os contos da Condessa de Segur, em que as meninas eram boazinhas, prendadas, lindas, casavam sempre com um pri­ncipe tambem ele lindo e tinham muitos filhos, e, por isso, viviam felizes para sempre, nao me enchiam tanto as medidas. Mas gostava, claro!, e papava aquele velho, grosso, amarelecido e poeirento livro como se nao houvesse amanha.

Mas tens razao, Ana, donde esta'a literatura infantil portuguesa? La' deve haver mais do que a Sophia de Mello Breyner Andresen, nao desfazendo, que ela e' optima. Sei que a Maria Alberta Meneres escreve umas coisas boas, mas nunca li. Papava era os livros da Alice Vieira, mas ja' numa infancia mais tardia (Rosa, Minha Irmà Rosa; Lote 12, 2º. Frente; Chocolate Ã'a Chuva). Por que se divulga tao pouco a literatura infantil em Portugal (sobretudo a portuguesa)? Porque nao ha' escritores? Porque nao ha' editoras para tal? Porque nao ha' mercado? Os putos nao leem porque os pais nao leem? Os putos nao leem porque tem de chegar ao fim do jogo do Senhor dos Aneis (Playstations e afins)? Sinto-me na obrigacao de divulgar isto.

Pois nao sei. So' sei que "tardiamente" descobri um pequeno objecto que agora me acompanha sempre (nada de piadas de baixo ni­vel!): O Pequeno Livro dos Medos, escrito e ilustrado por Sergio Godinho (1991, Lisboa: Publicacoes Dom Quixote, Coleccao Primeiras Historias).

"O JoÃo tinha medo de tudo. Mas de tudo mesmo. Porque ate' as coisas que, hoje, nÃo lhe causavam medo, iriam certamente causar medo amanhÃ. Era esse o medo que mais o afligia, o medo dos medos desconhecidos." Todos nos temos um ou dois medos de estimacao, em qualquer idade. Pelo menos! O medo de ter monstros debaixo da cama, o medo do escuro, o medo da novidade, o medo do hino nacional (isto era uma pequena tara minha quando era pequenita, que talvez a Tangerina consiga explicar...), o medo do homem-do-saco (PapÃo, que nome, brrrr!), o medo de ter medo, o medo de dizer ao orientador que se vai estar uma semana fora por razoes nÃo directamente relacionadas com trabalho... Que saudades que eu tenho de acreditar, com receio (e benevolencia tambem) que o JoÃo Pestana era o meu amigo do peito, que fazia o PapÃo ir para cima do telhado, deixando a menina dormir um soninho descansado (la' dizia a musica que a minha avo' TINHA de me cantar para eu adormecer)!!

"O JoÃo pensou muito a serio: se eu nÃo der cabo deste enquanto e' tempo, e' ele que da' cabo de mim. E se o engolisse??" O Pequeno Livro dos Medos tambem e' assim. Engole-se com voracidade, com uma abocanhadela so', pequenito e lindo que e', tanto o texto como as aguarelas ingenuas de Sergio Godinho (para quem pense que ele e' so' um extraordinario cantautor revolucionario; Maradona, repensa la' isso...).

"E eu so' tenho medo de ti, porque penso que tu nÃo fazes parte de mim. Mas tu fazes parte de mim, como os meus ossos e os meus pulmoes. Tu 'es o meu medo, porque e' que nÃo havias de fazer parte de mim? A coragem nÃo faz tambem parte de mim? E o riso e as lagrimas, nÃo fazem? De maneira que, olha, fica ai dentro e encontra um canto para te sentares. Mas cuidado: de cada vez que comecares a abusar, vai haver guerra. Vou saltar, correr, espernear, lutar, falar, responder, perguntar, ou, muito simplesmente, pensar." - PapÃo, ja' te conheco de ginjeira! Amigos? Amigos!

terça-feira, novembro 04, 2003

Polaroid nº 5
Frente ao Museu de Arte Moderna, num 18 de Agosto de 2001, 05.17h
Dois jovens numa cumplicidade de olhares trocavam teorias da vida, as relações frustadas. A Ponte 25 de Abril reflectia as luzes no Tejo, ele dizia-lhe o quanto admirava a beleza do momento, partiram cada um em seu carro e nunca mais se encontraram.


Verso- algures em Mafra, 1992

A viver em casa dos tios, sem contacto com os pais planeia toda a sua vida, quer ser importante, reconhecido, triunfar na vida, ser independente, estudar afincadamente, tem todos os seus afectos sobre controlo. Na escola não tem amigos e diz para si mesmo que isso não é importante, o importante é não depender de ninguém e fazer de si "um homem".
Um dia descobre alguém por quem pensa estar apaixonado, num jardim perto do Mosteiro dá o primeiro beijo numa mulher, sentiu-se amado pela primeira vez.


A Tangerina

Revista de Imprensa
Reporter em directo de um quiosque na cidade do Porto.
Reporter: Bom dia! Diga-me, que jornal vai comprar?
Transeunte: Nenhum. Vim comprar uma raspadinha.
Reporter: Vamos então falar aqui com este senhor. Bom dia. Que jornal vai comprar?
Transeunte: Não vou comprar jornal. Vou comprar tabaco. Era um Camel faz favor.
Reporter: Vamos falar então com a proprietária aqui do quiosque. Quais foram as notícias que lhe chamaram mais a atenção nos jornais de hoje?
Proprietária do Quiosque: Então, foram as notícias das maternidades e...( virando vários jornais, procurando uma primeira página diferente)...e esta aqui.
Reporter: Ah! A primeira página do Público que fala acerca das maternidades. E é tudo da revista de imprensa.


Fotografia de Laércio de Menezes
Transformações e Percepções Urbanas

segunda-feira, novembro 03, 2003

Queria escrever algo interessante. Queria escrever algo hilariante. Mas não consigo desencantar nada debaixo da pilha de roupa por passar. Queria escrever algo belo. Queria escrever algo útil. Mas a esfregona limpou tudo o que havia para dizer.
Todos tentamos ser extraordinários todos os dias. Mas há dias em que só a nossa comum condição sobressai do meio da rotina. E hoje, para mim, é um desses dias.


Gica Alioto da Companhia de Dança Quasar interpretando "Mulheres".
Fotógrafa: Duane Passos

domingo, novembro 02, 2003

Sexual Voice

É mesmo a voz do sr. Ben Harper!
Estive no Pavilhão Atlantico ontem e não gostei da acústica do local... No entanto a entrega do "tio" Ben foi tal, que isso quase passou ao lado e senti o maior arrepio na pele durante quase todo o concerto.

Adorei!

A Tangerina

P.S. Obrigada ao Sal-Grosso por me acompanhar mesmo quando o cansaço aberta... Obrigada pela tua amizade!
P.S.2 - muitas desculpas para a Ana Anes, pois a culpa de não lhe ter ligado depois do concerto, foi do senhor de cima que deu um concerto de 3 horas!