Conversa na Travessa

sexta-feira, outubro 31, 2003

"I got rhythm, I got music, I got my friends, who could ask for anything more" (I PARTE)


Paulo Conte

Housemate:- You are always listening to the music, aren't you? Why is that?
Mary Flower: - I cannot stand the silence.
Housemate: - That's very philosophical, Mary Flower...
Mary Flower: - I think it's physiological.

Pois e', e' uma coisa estranha. Ate' Darwin considerou que uma das coisas mais misteriosas com as quais o Homem tinha sido dotado era a capacidade para apreciar e produzir musica. Em que e' que gostar de musica ajuda 'a sobrevivencia??!

Ninguem sabe ao certo por que e' que a musica se encontra em todas as culturas humanas (pequena provocacao para quem tenha a certeza absoluta que a cultura e' so' humana), nem por que e' a maioria dos sistemas de musica que se conhecem se baseiam na oitava, nem por que e' que ha' gente tao desafinada. Tambem nao se sabe se o cerebro tem circuitos neurologicos especiais para a musica, ou se utiliza outros circuitos, desenvolvidos para outras funcoes, mas que sao "bons" para a musica. Mas aqui vai o que alguns senhores, nem sempre de bata branca, tem dito sobre o assunto.

Recentemente, a Dra. Anne Blood e o Dr. Robert J. Zatorre andaram a tirar uma especie de "fotografias" aos cerebros de alguns musicos (PET scans), enquanto lhes davam a ouvir trechos de musica escolhidos pelos proprios musicos e que, segundo eles, lhes davam pequenos momentos de euforia, tipo cocegas nos pes (isso e' o que eu 'as vezes sinto...). Os investigadores puseram-nos a ouvir coisas como o Concerto no. 3 para piano de Rachmaninoff, e descobriram que a musica lhes activava sistemas neurologicos de recompensa e emocao, semelhantes aos que sao estimulados pela comida, sexo ou drogas. Hmmm, masturbacao musical?

Se, de facto, a musica depende de circuitos neurologicos desenvolvidos por outras razoes que nao a de apreciar/produzir musica, entao trata-se nao de uma adaptacao evolutiva, mas apenas de um "acidente feliz". Esta 'e a hipotese defendida pelo Dr. Steven Pinker, um psicologo da Universidade de Harvard que se farta de publicar livros, como por exemplo, "How the Mind Works" (1997). Para Pinker, a musica, "por acidente", toca em varias partes importantes do cerebro de uma forma altamente prazeirosa (estou a inventar palavras?), tal como, "por acidente", uma fatia de cheesecake "faz cociguinhas boas" no palato (a expressao e' minha, o Steven escreve melhor do que eu). Algumas dessas partes incluem: a capacidade linguistica; o cortex auditivo; o sistema que responde aos sinais emocionais da voz humana, como e' o caso do choro; o sistema de controlo motor que "injecta" ritmo aos musculos quando se anda ou danca.

Mas ha' quem nao ache que a capacidade para gostar de musica seja um acidente. Darwin sugeriu que os antepassados dos homens, antes de desenvolverem a capacidade para falar, seduziam-se uns aos outros com notas e ritmos musicais. Darwin acreditava que a musica estava associada a algumas das mais fortes paixoes que um animal e' capaz de sentir. Para Darwin, as caracteristicas consideradas atraentes no cortejamento proporcionariam aos seus detentores uma maior dispersao dos seus genes (mais filhotes, portanto).

O Dr. Miller ("The Origins of Music"), um psicologo evolutivo da Universidade do Novo Mexico, desenvolveu a teoria da seleccao sexual de Darwin, reparando nas oportunidades que se oferecem aos musicos mais famosos para transmitirem os seus genes 'a geracao seguinte. Por exemplo, o guitarrista Jimmy Hendrix mantinha uma serie de casos amorosos (sexuais)com as suas "groupies" (aquelas meninas que andam atras dos "grandes" artistas nas tournees), para alem de paralelamente manter "relacoes de longo prazo" com pelo menos duas mulheres, e de ter sido pai de alguns miudos espalhados por paises como os EUA, Alemanha e Suica. Segundo Miller, em condicoes ancestrais, isto e', sem metodos anti-conceptivos, o Jimmy teria uma filharada a perder de vista. Ou, por exemplo, outro dia estava a ver um documentario sobre o Bob Marley, um tipo que morreu de cancro aos 36 anos, mas que teve 7 mulheres (nao sei quantos filhos...).
Mas por que raio haveria uma mulher de escolher uma estrela rock como pai dos seus filhos, em vez de, sei la', um contabilista?
Miller considera a musica um excelente indicador de fitness na luta darwiniana pela sobrevivencia. Visto a musica estar ligada a tantas capacidades cerebrais, remete tambem para a saude do orgao como um todo. E como a musica nas culturas ancestrais (pelo menos) tem estado ligada tao fortemente 'a danca, e' tambem um bom indicador do fitness do resto do corpo: quem consiga cantar e dancar bem esta' a fazer publicidade 'a boa qualidade dos seus genes ("mentais"e "fisicos").

Mas ainda ha' mais teorias interessantes sobre musica e evolucao. Para a semana falo da teoria que sublinha a importancia da musica no cimentar das relacoes sociais e na coordenacao das actividades de grupos grandes de pessoas. E do papel da musica na competicao inter-grupal. E vou falar de criancas e chimpanzes. E de coros religiosos. E de preferencias musicais. NAO PERCA, NUMA TRAVESSA PERTO DE SI!

Agora tenho de me ir dedicar a actividades de subsistencia (blogar nao e' uma actividade de subsistencia, portanto), ao som de Paolo Conte ("Paris Milonga"), para estimular nao-sei-o-que no cerebro que me faz sentir prazer.

Histórias noutros quartos

Os Pulhas chama-nos "segredinhos" ainda se nos chamassem coscuvilheiras ou comadres, afinal na travessa não se segreda - palavra nice-coscuvilhasse a vida, não concordam?

A Tangerina

As eleições no Benfica
Como não tenho nada a dizer sobre o assunto, vou antes contar-vos uma conversa que ouvi descaradamente a caminho de casa. A situação passa-se com um rapaz que liga para a mulher para a avisar que vai chegar mais tarde.

Ele: - Estou? Olha, só para dizer que vou chegar um bocadinho mais tarde que estou aqui parado no trânsito.
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele: Saí às 17.15. Porquê?
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Então mas qual é o problema de sair 15 minutos mais cedo?
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Era para ir mais cedo para casa. Mas pelos vistos não consigo porque isto está completamente parado.
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Ele disse isso? Mas não é verdade. Foram só 15 minutos.
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Então e que culpa é que eu tenho que ele tenha dito isso? Não achas que eu é que sei a que horas saí? E desde quando é que ele é meu fiscal?
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Claro que podes perguntar. À vontade. Agora não percebo é porque é que acreditas mais no que ele diz do que no que eu digo....
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Não estou a perceber. Achas que este é o momento oportuno para estarmos a ter esta conversa?
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Se hoje despachei as coisas mais cedo, porque é que não podia sair 15 minutos mais cedo para ir para casa?
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- 15 minutos. Não foi nenhuma hora...e já te disse que eu não tenho que justificar o que dizem os outros. Olha....queres saber a que horas saí? Liga à Rita, ela viu, e até comentou que me estava a baldar.
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Oh amorzinho! Deixa-te lá de coisas...vamos jantar fora hoje? Isto está um bocadinho atrasado, mas acho que daqui a meia hora estou em casa.
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Sim, a gente quando chegarmos... e podes ligar para lá à vontade e sempre que quiseres.
Ela:- Blá, blá, blá, blá,...
Ele:- Tá bem. Beijinho. Até já. ( desliga o telemóvel)
Ele: Vira-se para o lado e diz:- Ouviste a conversa não ouviste, Rita. Aquele cabrão anda de olho...se ela te telefonar, já sabes....
E passa-lhe a mão pelo ombro.



quinta-feira, outubro 30, 2003

Deco e a chuteira telecomandada
( Pensamento primeiro: gaja a falar de futebol/Pensamento segundo: lembram-se dos comentários da Cinha Jardim? )
Vou falar disto e vou e pronto....
Então é assim. Ontem pela manhãzinha leio as gordas de um jornal desportivo, mencionando o facto de o Deco, jogador de um clube, que não é o meu, poder ser suspenso de 4 meses a 4 anos por agressão a um árbitro de futebol. À noite, vi as imagens do caso. E isto foi o que eu vi, que não quer dizer que tenha sido o que outros viram, e muito menos o que se passou.

a) Um jogador da equipa adversária, pisa Deco por trás descalçando-lhe a bota. Se era ou não falta , deixo para os especialistas. Acho que terá a ver com a intencionalidade do acto. Na minha opinião, até era falta...mas eu não percebo nada de futebol.

b) Deco continua a dominar a bola, descalço. O árbitro aplica-lhe cartão, porque o jogador não poderia ter continuado a jogar sem a chuteira. Decorrente desse cartão, Deco é expulso.

c) O jogador tem um acesso de fúria, proferindo uma data de palavrões e atirando com a chuteira p'o caraças.

d) Continua a zaragata, com os colegas tentando acalmar Deco e é aqui que surge a grande inovação tecnológica posta ao serviço dos que pretendem "destruir" os Dragões. A chuteira telecomandada! Deco baixou-se naturalmente para apanhar a chuteira, para a levar para o balneário. Eis senão quando um agente infiltrado na multidão, pega no telecomando e acciona um pequeno microchip, inserido nos pitons da dita. É nesse momento que a chuteira voa em direcção ao árbitro. Aquele movimento brusco que parecia de arremesso, não era. Era apenas um reflexo incondicionado de Deco a tentar apanhar a chuteira que lhe fugia das mãos.

e) O que é facto é que esta chuteira telecomandada ainda é um mero protótipo em fase de testes ( a primeira fase ocorreu no Alvalade XXI, com os jogadores a tentar jogar sem pisar a relva para não destruirem o tapete). Se não, a chuteira não teria ido parar direitinha às mãos do árbrito, mas sim em qualquer local entre a carlotina( ainda se lembram onde fica?) e a testa, e com força suficiente para deixar marcas para toda a vida, nomeadamente oríficios onde não os há normalmente.

Isto foi o que eu vi. Mas como eu não sou de intrigas....

quarta-feira, outubro 29, 2003

Bem vinda, comadre!!!
A travessa andava vazia sem ti!!!



Eu,às vezes, gosto de fazer pequenas maldades. E ontem quando ia para casa, confesso, entretive-me durante o percurso para casa a atazanar uma piquena. Eu sei que isto não se faz, mas ela era a vítima perfeita....
Reparei na gaiata, com os seus 15/16 anos, peito espetado para a frente e nariz empinado, na paragem do autocarro. Ia vestida com uma mini saia ( ou um cinto muito largo, como diz a comadre Tangerina), botas altas,...enfim a personificação da ninfeta "mulher" que pensa que é um arraso. O "azar" da rapariga foi ter sido muito estúpida e não ter dado lugar a uma senhora grávida no autocarro. Estava "distraída" a pentear o cabelo no reflexo do vidro. Aí coloquei-me de pé à frente dela. E comecei a olhar-lhe fixamente para o cabelo. A rapariga reparou nisso e como quem não quer a coisa começou a "consultar" o reflexo do autocarro. Não vendo nada de anormal, dá uns toques ligeiros na cabeleira. Mas neste ponto já eu estou a olhar fixamente para as botas dela. O truque disto, é nunca olhar olhos nos olhos para a vítima e simular aquele ar negligè de quem olhou para ali porque algo lhe chamou a atenção. A moça, começa a ficar incomodada e disfarçadamente olha para baixo e revira a biqueira das botas. Mais uma vez nada. Só que eu já estou a olhar para a janela e deixo o meu olhar pousar no cimo do totiço da rapariga. E olho fixamente, com expressão de "está algo errado, ali". A gaiata começa a olhar para o reflexo, baixa a cabeça, mas não consegue ver nada. Olha para mim através do reflexo e lá estou eu...a olhar, desta vez, para coisa nenhuma. Fomos nisto durante os 15 minutos do percurso. E posso garantir que a moça deve ter chegado a casa e corrido para o primeiro espelho que encontrou à mão. É muito feio mexer com a auto confiança dos outros. Eu sei. Mas não pude evitar. A atitude da piquena, mexeu-me com as vísceras. Ponto.

terça-feira, outubro 28, 2003

Ola' comadres, ola' vizinhos! Parece que voltei.

Yann Arthus Bertrand, Road Train - Australia, Earth From Above

Gripe

hp: "Tangerina... curas gripes?"
Tangerina: "só gripes da alma"

NOTA: hp o teu pedido é uma ordem ;-)

A Tangerina

(Tangerina, mais uma vez devo dizer que és uma excelente dona de casa!!...São para ti!)


A Política em Portugal
Há lá coisa mais banalizada hoje em dia do que as lojas dos 300. Só no perímetro de 500 m da minha casa, conto 6. E o que é fantástico, é que são todas negócios florescentes ( ia a escrever fluorescentes). Eu confesso que gosto de espreitar estas lojas. Mas isso sou eu que adoro "esfuracar" prateleiras e esmiuçar ao pormenor o conteúdo aparentemente desorganizado deste tipo de comércio. O que a mim me faz um bocadito de espécie, é o nome. Loja dos 300. No início, quando apareceram, era por quase tudo custava 300 escudos. Passado uns tempos, era porque se conseguisses encontrar lá algo que custasse 300 escudos ou era uma raridade ou uma inutilidade. Depois veio o euro e elas não passaram a ser a loja do 1,5. Não. Continuaram a ser Lojas dos 300. De qualquer forma também nunca lá se encontra nada a custar 1,5 euro. Logo, o nome não faz qualquer sentido. É a mesma coisa que com este post. Agora que estão a chegar ao final, não se sentem logrados por o título não corresponder ao conteúdo?

segunda-feira, outubro 27, 2003

Auto-conceito em tempo de chuva

O auto-conceito define-se como a percepção que um indivíduo tem de si próprio nas mais variadas facetas, sejam elas de natureza social, emocional, física ou académica (Vaz Serra, 1985).

Segundo o mesmo autor o auto-conceito é um construto integrador que leva a reconhecer a unidade, a identidade pessoal e a coerência do comportamento de um indivíduo independentemente das influências do meio ambiente. O auto-conceito relaciona-se com a identidade e a auto-estima, permite compreender a continuidade e a coerência do comportamento de alguém ao longo do tempo. Está ligado a traços de personalidade, à forma como um ser humano inter-actua com os outros e a áreas importantes de necessidades e motivações.

O auto-conceito explica-nos porque um indivíduo inibe ou facilita dado comportamento, estando assim também relacionado com aspectos de autocontrole e com a evocação das emoções (Vaz Serra, 1992).
Segundo Gecas (1982), o auto-conceito define-se como o conceito que o indivíduo faz de si próprio como um ser físico, social, espiritual ou moral. O mesmo autor refere que para a sua formação intervêm vários factores, entre os quais se contam:
-as avaliações que os outros fazem de um indivíduo,
-as observações e os resultados do próprio comportamento,
-as comparações que o indivíduo faz entre o seu comportamento e o comportamento considerado desejável por grupos normativos,
-as comparações que o indivíduo estabelece entre o seu comportamento e o comportamento dos seus pares.
De acordo com William James, 1890 (citado por Lang 1971) para um indivíduo ter um verdadeiro conhecimento do EU é necessário não só ter em conta os seus constituintes, mas igualmente as emoções e os sentimentos por ele evocados, bem como os actos que preparam . Segundo Lang (1971), o auto-conceito é pois um construto hipotético, inferido ou construído a partir de acontecimentos pessoais. Contudo, torna-se útil para poder descrever, explicar e predizer o comportamento humano, e conhecer como a pessoa se percebe e se considera a si própria.
Segundo os mesmos autores, a maneira como uma pessoa se percebe e se avalia pode ditar a forma como se relaciona com os outros, as tarefas que tenta, as tensões emocionais que experimenta e o modo como subsequentemente se percebe.
A formação do auto-conceito indica a capacidade que o ser humano tem de se constituir como objecto da própria observação e abstrair dos seus comportamentos específicos de todos os dias e igualmente dos comportamentos dos outros em relação a si (Vaz Serra, 1985) . Mead (1934) e Cooley (1902) no entanto, referem que as avaliações que um indivíduo faz de si próprio, isto é, as auto-avaliações, são construídas através de avaliações reflectidas, ou seja, das avaliações que os outros formulam ao seu próprio comportamento específico (citado por Vaz Serra, 1985). Desta forma o auto-conceito torna-se assim uma espécie de fenómeno de espelho em que um indivíduo ao ver-se a si próprio, tende a observar-se como os outros o olham.

A Tangerina

domingo, outubro 26, 2003

O Pau de Canela

O Pedro não gosta de canela! (o que uma pessoa descobre) e está chateado com o facto de preservar as tradições e dessa mesma tradição já não ser o que era.
Já não falo com ele há muito tempo... antes ainda nos iamos encontrando, agora, só mesmo tenho notícias dele pela crónica no DNa ou pelo blog dele que leio todos os dias e sigo com tamanho prazer.
Eu gosto de canela, aliás a canela tem sido a minha aliada na última fase da minha penosa dieta, onde pulvilho quase tudo o que como com esta especiaria para ver se a fomeca não toma conta do meu estômago, ou pior da minha cabeça!
Olha Pedro apesar das opiniões diferentes face a tantas coisas da nossa vida, inclusivamente sobre a canela, tenho saudades de te ouvir defender ideias e saudades do teu brilhante humor. Ter saudades não é mau, pois não?!

A Tangerina

sexta-feira, outubro 24, 2003

Ai a garganta da menina...

Pois é a menina dos Moloko ao que parece deu-se mal com os ares espanhóis (lá diz o proverbio que de espanha nem bom vento , nem bom casamento) e, não vem actuar a Coimbra pela Festa das Latas.

Plano B: Club Kitten no Lux-fragil...

A Tangerina

Não é hábito meu tecer considerações de índole política. Até porque já foi uma matéria que já acompanhei mais. Agora não tenho tempo. Mas hoje não resisto a falar da reunião havida ontem no Largo do Rato, donde, aparentemente, o líder saiu com a sua liderença reforçada. Impressionante! Eu não defendo cores partidárias. Defendo projectos, venham eles de onde vierem, desde que me sinta com eles identificada. Mas acredito que numa Democracia, tem que haver um Governo e oposições fortes. Só assim crescemos.
O PS está a entrar na sua própria sepultura e pelo seu próprio pé. É o mesmo que entrar na cova e morrer lá dentro, confortavelmente deitado. E isto, não augura nada de bom, em termos de Democracia.
Agora, como foi possível, aqueles homens e mulheres, continuarem a dar aval a este líder é que eu não compreendo. O movimento de contestação interna, foi por ora abafado. Mas há-de erguer a voz novamente. Então para quê protelar a resolução do problema? Alguém vai ouvir um homem que se está borrifando para as instituições da Justiça? Eu sei e tenho noção que a divulgação das escutas telefónicas são uma séria ofensa ao direito de privacidade. Mais. São um crime! Mas aquilo que ele disse e que se soube que ele disse, já ninguém apaga da memória dos Portugueses. Por mais que venha a ser ressarcido por isso. E não vale a pena descontextualizar. Uma frase daquelas seja em que contexto fôr, não deixa margem para dúvidas, quanto às linhas com que se cosem as ideias e os ideais de um homem (e quando digo homem, digo mulher). Disto, só posso concluir que o pensamento geral foi: " O gajo é tão burro, tão burro, que há-de acabar por se enterrar sozinho e nós nem vamos precisar de correr com ele!" Será. Mas novamente se demonstra que a capacidade de resolver problemas sérios ( sejam do partido ou do País) não existe. E o que se pode esperar de uma oposição assim?!

quinta-feira, outubro 23, 2003

Para começar bem o dia, deixo hoje aqui um pequeno Teste divertido de fazer.
Este é um TESTE de QI que é aplicado em DINÂMICA DE GRUPO em EMPRESAS JAPONESAS. Consiste em atravessar todos os personagens para o OUTRO LADO de um RIO, 2 de CADA VEZ, seguindo as seguintes REGRAS:

- O PAI não pode ficar com nenhuma FILHA, sem a mãe presente.
- A MÃE não pode ficar com nenhum FILHO, sem o pai presente.
- O BANDIDO (camisa às riscas) não pode ficar sozinho com NINGUÉM da FAMÍLIA, sem o policia.
- Somente o PAI , a MÃE e o POLICIA sabem DIRIGIR o BARCO.

- PARA COMEÇAR clique no CIRCULO AZUL à direita.
- PARA andar com os PERSONAGENS basta CLICAR em cima DELES.
- Para MOVER o BARCO basta clicar na bolinha vermelha!!!!!!!


Marque seu tempo e analise o resultado. Segundo eles a coisa funciona assim:

Até 4 minutos: Génio
Até 6 minutos: Inteligência excepcional
Até 10 minutos: Muito inteligente
Até 20 minutos: Mediano
Até 25 minutos: Pouco inteligente

Agradeço report dos resultados. Sejam eles quais forem.
Divirtam-se!!!


quarta-feira, outubro 22, 2003

Alexitimia - a dor dos mal amados

Parece bonito, a palavra soa bem.

Sentei-me e reflecti: “Será que tantos nomes, tantas teorias, conseguem mesmo explicar o que sente um alexitímico?”

Coimbra de Matos (1999), corrobora com a proposta de McDougall (1982) de designar estes indivíduos de normopatas . É assim que lhe podemos chamar, o mais normal que existe, pelo menos para quem está de fora, quem vê este indivíduo com uma máscara de bom aluno, boa pessoa, boas notas, sangue frio, detestando qualquer tipo de conflito ou discussão. Aliás... tenta evita-los, foge deles...

Detesta ditados populares mais violentos: “Olho por olho, dente por dente”; “a vingança é um prato que se come frio”. O alexitímico sente-os interiormente, mas não os manifesta.

Vive.
Continua a ser o indivíduo certo; a criança bem comportada, bom aluno, boas notas, não chega atrasado ao emprego, tem o emprego que sempre sonhou, pode até ser o empregado do ano.

Paralelamente é narcísico. Parecia-nos impossível. Mas trata-se de um narcisismo primário, não se fusionou com a mãe, desta forma projecta-se nele próprio porque não teve a sua própria identidade... a mãe, em criança. Então a projecção que nunca existiu, passa a ser inconsciente para ele, onde constrói uma mascara que ele criou e que quer mostrar.
Ao não se sentir fusionado com a mãe, ela talvez não lhe tenha dado aquele beijinho quando ele fez um “dói-dói”, mas pura e simplesmente tratou-o com um desinfectante e colocou-lhe um penso rápido. E lá ficou a criança, a olhar para o seu “dói-dói”, com a mesma dor que foi contar à mãe.

Fala com um tom monocórdico.
Descreve o seu dia como uma série de acontecimentos que são descritos por si como uma cadeia de acontecimentos, ditos em pormenor, mas sem actuação, mágoa, alegria, tristeza...
São apenas acontecimentos onde não há lugar ao sentimento, à expressão diferenciada, à alegria ou à tristeza.
Esses sentimentos estão presentes, mas no seu interior, sofre... pode até gritar, mas o grito é inaudível aos nossos ouvidos.

Sofre.
Mas não manifesta, pelo menos por palavras... o seu corpo é o espelho dos seus sentimentos...

Não podemos dizer que os alexitímicos não foram amados, foram sim amados erroneamente... SÃO OS MAL AMADOS.


O conceito de Alexitimia

A alexitimia , etimologicamente sem palavras para as emoções, começou por ser descrita no âmbito das doenças psicossomáticas e está intimamente associado ao conceito de pensamento operatório de Marty e de M’Uzan (1963, citado por Haynal et al., 1998) que procuraram descrever uma estrutura de personalidade “psicossomática” específica da qual o pensamento operatório seria uma componente essencial.

No decurso das investigações conduzidas por Nemiah e Sifneos (1970, cit. por Haynal et al., 1998), sobre o estilo cognitivo e a capacidade para vivenciar afectos por parte dos pacientes psicossomáticos, Sifneos (1972, cit. por Haynal, 1998) propôs o termo Alexitimia para designar um conjunto de características afectivas e cognitivas observadas clinicamente em pacientes cujo o seu estilo comunicativo, os distinguia dos pacientes neuróticos. Em contraste com estes, os doentes psicossomáticos apresentavam uma dificuldade acentuada em identificar e descrever verbalmente os seus sentimentos, uma vida de fantasia empobrecida resultando num estilo de pensamento literal, utilitário e orientado para o exterior e uma tendência para utilizar a acção de forma a evitar situações conflituosas geradoras de tensão. Estes pacientes relatavam poucos sonhos e pareciam não beneficiar de abordagens psicoterapêuticas de orientação analítica, sendo frequentemente descritas reacções contratransferenciais de aborrecimento, imenso tédio, frustração e paralisia da capacidade de interpretação.

As origens do conceito de Alexitimia derivam já do tempo de Freud, situada entre neuroses e psiconeuroses, distinção essa que lançou as bases para a discussão sobre a questão da ausência de significado simbólico do sintoma psicossomático, por oposição ao sintoma neurótico.

Reush (1948, citado por Nina Prazeres, 1996) é, também, considerado importante numa sinopse histórica do conceito de alexitimia, tendo considerado a existência de uma personalidade infantil como o problema central das perturbações psicossomáticas. Chama a atenção para uma perturbação na expressão verbal e simbólica das emoções dos pacientes psicossomáticos. Paralelamente a Nemiah e Sifneos e a Marty e M’Uzan, e desconhecendo o trabalho destes autores, Krystal (1987) descreve as características alexitímicas em estados de abstinência de drogas, em estados pós-traumáticos graves e em toxicodependentes..

Pela alexitimia ter sido inicialmente observada e descrita em pacientes psicossomáticos, existiu uma ligação errónea entre alexitímia e a doença psicossomática por si. Verifica-se que não é especifica nem geral de todas as doenças psicossomáticas. Torna-se deste modo difícil definir alexitimia.

O não ter palavras para a emoção implicaria a impossibilidade de sentir as emoções , como que uma falta do componente psíquico da emoção. Assim, as características alexitímicas têm sido descritas como mentalização e elaboração psíquica dos conflitos onde as tensões internas têm estado comprometidas. Desta forma, perante um aumento de tensão o alexitímico teria apenas duas possibilidades: passagem ao acto (acting out) e a descarga somática (Melon, 1978 cit. por Nina Prazeres, 1996). Existem autores que consideram o psicossomático como um “psicopata corporal” cujo agir no interior do corpo (acting in) teria o mesmo significado que o acting out, ou seja a expulsão dos afectos para fora da realidade psíquica.

Taylor (1994 cit. por Nina Prazeres), entendendo a alexitimia como um traço de personalidade, considera que a deficiência na capacidade de modelar e processar cognitivamente as emoções é o problema fundamental e o factor principal sobre o qual assenta a vulnerabilidade do alexitímico à doença. Estas considerações têm focalizado e ampliado a componente somática da actividade emocional, contribuindo para o desenvolvimento da hipocondria e queixas somáticas , utilizando comportamentos compulsivos como forma de reduzir a tensão emocional desagradável, contribuindo para o desenvolvimento de perturbações associadas ao uso compulsivo de uma actividade, substância ou pessoa, quer a exacerbação das respostas fisiológicas face a situações de stress, que conduz à doença somática.

Um funcionamento alexitímico é considerado como um factor de risco para o desenvolvimento de várias perturbações clínicas e um dos maiores obstáculos das psicoterapias de orientação analítica.


A Tangerina

Quero agradecer ao nosso amigo Eduardo a aturada pesquisa que efectuou para nos presentear com esta receitinha que prometo experimentar este fim de semana ( depois digo qualquer coisa).

AÇORDA DE ESPARGOS
1 molho de espargos; 3 dentes de alho; 1 folha de louro; 3 ovos; vinagre q.b.; uma pitada de pimenta; carne da calda fresca (carne de porco temperada com pimentão, alho e sal); 3 colheres de sopa de banha de porco; sal para a cozedura dos espargos e pão, de preferência, duro.


Cortar os espargos aos pedacinhos, pôr a cozer numa panela em água temperada com sal.

Entretanto, num tacho, fritar a carne com a banha de porco. Depois de frita, retirar do tacho. Quando os espargos estiverem cozidos, escorrer e esmagá-los com a ajuda de um garfo.

Deitar os espargos esmagados numa pequena tijela, juntar os ovos inteiros, os pedacinhos de carne frita, o vinagre e a pimenta. Bater tudo junto.

A seguir, desfazer o miolo do pão e cortar as côdeas aos pedacinhos.

Colocar novamente o tacho na chama e fritar, em banha de carne, os dentes de alho e a folha do louro. Juntar o pão e mexer com a ajuda de uma colher de pau. De seguida, juntar o preparado dos espargos, mexer com a colher, sempre sobre chama branda, até as migas ficarem secas. As migas de espargos devem ficar secas e soltas.

Este prato serve-se quente ou frio acompanhado pela carne.


Como retribuição pela sua gentileza, resolvi oferecer-lhe esta modesta lembrança.

terça-feira, outubro 21, 2003

Mr Entertainment

Cantei, dancei e gostei!

A Tangerina

P.S. - Um beijinho especial para a minha mamã que alinha comigo nestas coisas!

Telemóvel

Sem interrupção, o som oco da chamada telefónica pára na caixa de mensagens, onde um recado automático, totalmente igual a tantos outros diz “o número marcado não está disponível...”
- Não está disponível uma... – diz Laura olhando para o telemóvel que, se não fosse o amor pelos 60 contos que aquilo tinha custado, experimentaria as leis da aerodinamica a partir da janela da sala do 9º andar.
Procura na mala o maço de cigarros, tinha começado a fumar, numa primeira vez porque “era coule” agora, de quando em vez dava por si a procurar o seus cigarros-de-puta (vulgo Cartiers). Merda, grita pela enésima vez, bem dizia o seu professor da faculdade, as malas das gajas dever-se-ia abrir por baixo; e nisto encontra o tabaco semi-desfeito, que experimenta as tais leis que o telemóvel se safou anteriormente. Parecia até bonito ver a senhora do 4º andar toda preocupada com a floreira, a levar com tabaco meio desfeito, até sorriu pela senhora.
Tenta ligar-lhe de novo.
A voz da menina com o sorriso Danone volta com a mesma conversa após, seis toques dolorosos: Não está disponível... Suspira uma vez mais e diz para si que desta é de vez, não lhe vai ligar mais, que tem orgulho, que-não-sei-mais-o-quê.
Para além do telemóvel não ter sabido o que era voar, não tem cigarros e questiona o sentido da vida. Porra, porra, porra.




A Tangerina

"E o sonho com uma gravura que havia, muito do meu gosto?
Sonhei que aquilo tudo era real: vi-a animar-se, mexerem-se as figuras...
Nisto abria-se o portão. Por uma alameda abaixo vinham dois cavaleiros e uma amazona. Ela falava e ria-se e até voltava a cara para trás. Procurava com os olhos um belo cavaleiro, desirmanado do grupo, que montava um cavalo bravio. Também havia mais cavaleiros e amazonas, que se não distinguiam lá muito bem.
Mas tudo aquilo era bonito, era elegante.
Saíram todos do portão, finalmente, e até uma das damas, com a ideia que teve de arrancar um tronquinho de hera, ia caindo do cavalo abaixo.
Deixei de ouvir o trupe dos cavalos e as vozes e vi-me sozinha. Só, só de todo! No meio do campo. Fazia um luar divino. E todo o meu desgosto era de não ser fidalga, de não pertencer também à cavalgada.
Pus-me a andar de um lado para o outro e a falar só. Porque não tinha eu ido com eles? Com eles é que eu devia ter ido! À noite vestiria um fato de baile...
Olhei para o chão, que me pareceu todo malhado. Eu não devia pisar nenhuma daquelas malhas. Eram de luar líquido. Devia saltar por cima delas, e era o que fazia. Dava cada salto! Cheguei a saltar de árvore para árvore. De cima de uma delas até descobri um salão onde as fidalgas andavam a dançar.
Lá lá lá...lá lá lá...lá lá lá...Que valsa tão doce e tão agradável! Conhecia-a tão bem!
Eles, de calção de seda e de meia alta, elas, de cauda...
Deixem-me dançar também, dizia eu, sem que ninguém me pudesse ouvir. Por fim agarrei-me a uma árvore e pus-me a andar à roda.
Mas que vergonha, que vergonha! Descobriram-me!
Nisto acordei.
"

Irene Lisboa
A Gravura faz parte das histórias sobre os Sonhos in «Uma Mão Cheia de Nada Outra de Cousa Nenhuma», Porto, Livraria Figueirinhas, s/d.

A gravura passou, há uns anos atrás, a ser uma arte que muito respeito e admiro. Tive a boa sorte de a conhecer mais profundamente pela mão de dois mestres, que deram e continuam a dar muito de si, a quem quiser aprender os meandros desta arte ritual. E chamo-lhe ritual, porque tudo nela tem o seu espaço e lugar próprios. Sim. Fazer uma gravura é um ritual. Estar numa oficina de gravura é bastante parecido a estar no laboratório de um alquimista. E é acima de tudo um prazer.
Irei preparar um post mais detalhado acerca desta arte tão nobre. Mas agora não. Agora apetecia-me ter uma chapa e um buril na mão.

Oferecem-se alvíssaras a quem me arranjar uma receita de açorda de espargos....

Mudando de assunto....

...já cá volto...





domingo, outubro 19, 2003

Miminhos em tempo de chuva






A Tangerina

P.S. - Um grande bibi para o meu amigo molin que por estar tão feliz me deixa radiante!

sexta-feira, outubro 17, 2003

(...) E a solidão era tão dolorosa. Assim como o abandono a que fora votado. Às vezes ainda lutava por se evidenciar. Mas essas vezes eram cada vez menos. Não havia retorno. O calor do reconhecimento há muito que não o aquecia.
Resolveu fazer mais uma tentativa. Concentrou-se. A Lua brilhou em toda a sua plenitude e o seu reflexo era muito evidente. Se alguém olhasse a lua... se alguém olhasse a lua...se alguém...alguém...
Abriu os olhos e viu. Uma onda de surpresa vinha em direcção a ele. Correu em direcção ao telescópio e viu...era uma mãe que contava a sua história ao seu fillho. E os seus olhinhos pequeninos brilhavam, mas ele via com o coração e com a imaginação. Nesse momento Viveu de novo nas palavras daquela mãe. Havia esperança....afinal havia esperança...e enquanto houvessem corações puros, haveria sempre esperança.

© Luis André Afonso Cássio 1999-2000

quinta-feira, outubro 16, 2003

Tangerina

(ainda na onda egocêntrica)

Ontem senti daqueles arrepios impossíveis de descrever quando o Pedro D’Orey (dos ex-Mler-if-dada), terminou o concerto "Wordsong Al Berto" a cantar um lindo poema do Al Berto - Tangerina.



A Tangerina

quarta-feira, outubro 15, 2003

Mais, nunca é demais.

O que é medula óssea?
A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, produz os componentes do sangue, incluindo as células brancas, agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo.

Quem necessita de transplante de medula óssea?
Pacientes com produção anormal de células sangüíneas, geralmente causada por algum tipo de câncer no sangue, como, por exemplo, leucemias. Além de portadores de aplasia de medula ou pacientes cuja medula tenha sido destruída por irradiação, etc.

Quais as chances de se encontrar um doador compatível?
Estima-se que seja por volta de 35% entre doadores parentes e de 0,1% entre pessoas não aparentadas. A compatibilidade é medida pela semelhança de antígenos entre doador e receptor.

O que acontece se não há um doador compatível entre os familiares do paciente? Procura-se um doador compatível num Banco de Medula Óssea. O Banco necessita de um número elevado de voluntários para aumentar a possibilidade de encontrar um doador compatível.

Se um doador compatível é encontrado, o que acontece?
O próximo passo é ter certeza de que ele quer fazer a doação.

O que acontece com o doador antes da doação?
Ele passa por um exame clínico para certificar seu bom estado de saúde. Não há nenhuma exigência quanto a mudanças de hábitos de vida, de trabalho ou de alimentação.

Como a medula é removida?
Os doadores passam por uma pequena cirurgia de aproximadamente 90 minutos. São feitas de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspirar a medula.
Qual a quantidade de medula óssea extraída?
Menos de 10%. Dentro de poucas semanas a medula doada será recomposta pelo doador.

Quais são os riscos para os doadores?
Os riscos são praticamente inexistentes. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento. Os doadores costumam relatar um pouco de dor no local da punção.

Como os pacientes recebem a medula óssea?
Depois de um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a nova medula por meio de transfusão. Em duas semanas, a medula transplantada já estará produzindo células novas.

Pensem nisto!


Uma madeixa vermelha

Pensei em escrever um texto pesadão e cheio de termos catitas e menos catitas para me juntar aos escritos sobre a leucemia, algo pseudo-cientifico! Mas imagino que estão todos fartos de letras bonitas cheias de pouco sentimento e afectividade!

Sei que um dos problemas de quem sofre desta doença, são so múltiplos tratamentos de Quimioterapia que lhes leva o cabelo a cair, alguns para sempre.
Desta forma resolvi simbólicamente, deixar uma madeixa de cabelo, como forma de toda a força que gostava de deixar a todos quanto sofrem de Leucemia!


Muitos bibis e não deixem de lutar.

A Tangerina



Não quisemos deixar de nos associar a esta iniciativa, pois temos noção que esta é ainda uma doença silenciosa. Confesso, que os meus conhecimentos acerca deste assunto são poucos. Mas sei que hoje, vou saber mais. Muito mais. Consultem por favor, o site da APCL ( Associação Portuguesa Contra a Leucemia). Hoje, nós, seremos solidários, aprendendo. Porque a informação também pode ser uma forma de ajuda. Haverá mais desenvolvimentos.

terça-feira, outubro 14, 2003

Amor para o meu Amor...
Ai cê cê ielo....minha luz!

Descrição: Cometa
Fonte: Nuno Costa



estranha forma de acordar
que é estar pronto para dormir
abre a porta e vê se o mundo ainda é teu
cedo vai-nos da razão
como a vida nos convém
cedo vai arder nas minhas mãos

não vejo um homem para trás
não vejo medo para trás
não vejo portas para trás

meu mal é ver que eu vou bem

todo o mal e todo o bem
cedo voltará a nós
inocente e trágica lição
se uma vida não chegar
hei-de ter cem vidas mais
quantas mais ditar o coração

não vejo estrada para trás
não vejo medo para trás
não há mais nada para trás

estranha forma de acordar
que é estar pronto para dormir
abre a porta e vê se o mundo ainda é teu
cedo vai-nos da razão
como a vida nos convém
cedo vai arder nas minhas mãos

meu mal é ver que eu vou bem

(Manel Cruz/Ornatos Violeta)
O Monstro precisa de amigos/1999



Saudadinhas...

...da minha amiga Sandrita!


A Tangerina é a menina com ar mais alucinado...

É que hoje fiz um amigo...
...e coisa mais preciosa no mundo não há!

(Sérgio Godinho)


A Tangerina

domingo, outubro 12, 2003

Como me lembrei da Paula na sexta-feira...


Resolvi pintar o cabelo de Tangerina escuro!
Será que irão olhar-me de lado na rua?


A Tangerina

sexta-feira, outubro 10, 2003

O Homem da Lua, acendeu o lampião! Já estava de noite e era hora de ligar a luz. Olhou para o céu, imenso,sempre igual e suspirou. Uma noite igual a tantas outras que vieram e viriam. Porque ali nunca se passou nada. Nada. De vez em quando assistia ao nascimento de uma nova estrela. E aí sim. Animava-se. Afinal era uma nova vida. Só o entristecia o facto de assistir a um nascimento que, pela distância, já devia ter ocorrido há meses, ou até anos atrás. No presente, já a piquena estrelinha era uma jovem radiosa...
Novo suspiro. Havia sido sua opção, ter ido ali parar. E sabia que agora nada havia a fazer. A sua vontade havia sido cumprida. O seu objectivo não. O velho telescópio, há muito abandonado, já não lhe trazia motivos de felicidade. Nem sequer de curiosidade. Jazia ali, abandonado e inútil. Já ninguém acreditava nele. Desde que os de lá de baixo, vieram com naves e sondas e determinaram que ali, nada existia. Já ninguém olhava para a lua, procurando o Homem que nela habita. Já ninguém povoa a sua imaginação com entes fantásticos que se encontravam nos sítios mais incríveis. O Universo, está cheio de personagens como ele. Abandonadas à sua própria sorte e destino. Destino irreversível, porque o Homem da Lua, não pode de repente passar a ser a Fada dos Dentes. Até porque a própria, também está entregue a não melhor sorte. Os homens criaram-nos e depois abandonaram-nos à sua miserável sorte e solidão. (continua)

Descrição: Lua
Fonte: Nuno Costa


Frases de Engate

O "engate" não tem de ser forçosamente algo mau aliás, penso que é uma das formas de sedução mais simpáticas.
Dada a minha última vivência nesse campo, deixo algumas frases do género para reflectirmos, ou talvez não...

Algumas das ditas frases passaram-se comigo, ou com amigos muito próximo de mim.

- Num bar aberto: "posso pagar-te uma bebida?"
- Um irlandês numa disco: "és católica?"
- "ouve... I love you pra casar! Pra casar!"
- "Tens os olhos tão escuros, és tão exótica" (esta pode ser também alternada com o cabelo preto)
- "Curto bué o teu monóxido"
- "És Portuguesa?!! Que bom, assim posso treinar o meu espanhol!"
- (outra variante dos olhos) "tens os olhos escuros, fazes-me lembrar a Ashley (a ex-namorada)"

Volta Vitor Espadinha...


A Tangerina

quinta-feira, outubro 09, 2003

"-Tenho o cabelo cor de rosa, e então??!!Voce tem o cerebro de uma galinha e nao me viu a olhar para si pois nao?"
Hoje a caminho do trabalho eu e outros transeuntes, vimos uma rapariga altíssima, toda vestida de negro e rosa choque, que tambem era a cor do seu cabelo. Pela sua estatura e figura, era efectivamente uma personagem que chamava a atencao. Claro que as atitudes foram varias. Desde o olhar e "so what?", ate ao encontrao no poste por nao se conseguir tirar os olhos. O que e facto e que a rapariga nao passou indiferente a ninguem. Nem a um senhor dos seus cinquenta e tais anos que nao calou o seguinte comentario:-" Havia de ser minha filha. Aparecesse la em casa naquela figura e enfiava-lhe a cabeca num balde de lexivia." Se a rapariga ate aquele momente agiu como se nada fora, aquele comentario provocou nela a resposta que da titulo a este post.
O senhor ficou boquiaberto, a rapariga prosseguiu o seu caminho e eu aqui estou a partilhar este momento delicioso.
Tudo graças a um cabelo rosa choque.

terça-feira, outubro 07, 2003

Quando as palavras são insuficientes...

Descrição: Mãe...Quero Mimo
Fonte: José Carlos Marques

segunda-feira, outubro 06, 2003

Flirt, álcool, ou a maneira mais querida de dizer que és cool

Cheguei de uma semaneca de férias e logo dou pela partida da menina Maria das Flores. Bom regresso menina Florida!

Fui com a Sandrita afogar as mágoas de tantas coisas que este ano nos tinha trazido, ou simplesmente queriamos apanhar de novo o espírito adolescente que pensavamos ter desaparecido.
Nada mais errado, o nosso espírito estava todo lá quando os nossos planos de "praia-disco-praia" foi TODO respeitado.

Algumas conclusões tirei desta viagem (nada que ajude a humanidade a avançar)
- ser morena onde só há Bifas é muito cool ;-)
- dormir na areia muitas horas e vários dias seguidos, faz muitas dores nas costas
- o guronsan é muito melhor que eu poderia imaginar
- um dos protagonistas dos Excesso é afinal guia turístico
- com uns grãozitos a mais de álcool fico ainda mais contente e sorridente
- nada como ficar amiga de todos os DJ's quando dizemos que somos conhecidas do DJ Vibe
- solidifiquei ainda mais uma amizade que penso que vai durar para toda a vida! Obrigada Sandrita!!!

A Tangerina

Bem vinda a Travessa, Tangerina!
Boa viagem e rapido retorno, Maria das Flores!
Hoje e segunda feira, dia 6 de Outubro de 2003. Sendo assim, ficamos com a certeza absoluta que daqui a 13 horas e 58 minutos, sera terca feira, dia 07 de Outubro. E assim sucessivamente. O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. E o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo, tempo tem.
A passagem do tempo e praticamente, a par com a certeza da nossa morte, a unica coisa que temos garantida. O tempo sempre passara. Nao sabemos e se passaremos por ele.
Eu gostaria de viver muito tempo, desde que saudavel e lucidazinha.
Eu gostaria de ainda ver netos.
Eu gostaria de ver este País mais evoluído a nível humano. O resto vem por acréscimo.
Eu gostaria de ver este Mundo, menos centrado no Homem, e mais empenhado no respeito e na perfeita comunhao de todos os seres vivos que o habitam.
...
Eu gostaria tanta coisa....
Eu sou das que acreditam que o esforco individual de cada um e importante para o resultado do colectivo. Por isso desespero com a inercia e com aquelas pessoas que, perdoem-me a expressao, nem f#$em, nem saem de cima.
Essas sao as pessoas que nos fazem perder tempo. Que nos obrigam a ficar suspensos a espera da accao. E no final apenas o vacuo.
Por isso e para que cheguemos a amanha com vontade de dar um saltinho ate depois de amanha, sugiro que produzamos. Nao estou a falar apenas de trabalho ( tambem, mas nao so). Estou a falar de realizar aquelas coisas que andamos a adiar ad eternum. Que tal, hein?

Descrição: As mãos da Idade
Fonte: Pedro Palma

domingo, outubro 05, 2003

!Bien venida, Tangerinazinha! Chegas tu, parto eu (amanha). E' bom que fiquem pelo menos duas Marias a tratar das coscuvilhices da Travessa. Com duas comadres deste calibre, posso ir 'a terra descansada. Tenho um bacalhau 'a braz (bra's?) 'a minha espera na luminosa Lisboa. Nao me venham dizer que esta' a chover a potes, porque isso nao e' tipico da minha memoria inventada do pais. Lisboa e' uma cidade cheia de luz e acabou-se!, nao discutam comigo!

Republicanisses

Descobri este "post" antigo, dos tempos em que eu escrevia umas palermices, tal como agora, com a diferenca que deixava as palermices fechadas a sete chaves num ficheiro do PC e nao sabia o que era um laptop e muito menos um blogue. Era tao pequenina... Lembram-se de uma fase de referendos em Portugal? Pois, e' dessa altura. O texto tem exactamente 5 anos (e ja' vai 'a escola). Com mais umas rugas (de expressao, sao sempre de expressao!), continuo republicana e defensora dos referendos, embora, seja sincera, o dia de hoje nao me emocione por ai alem, sobretudo quando calha a um fim-de-semana ou quando estou fora das raias da Republica Lusa. Nao sou por ai alem de nacionalista . Precisei de fazer um exercicio de memoria para me rir do que escrevi, embora a "inocencia" irreverente e nao extraordinariamente bem escrita de-me sempre vontade de rir. Um dia hei-de escrever bem e parar de rir de mim. Sou uma utopica.


Imagem retirada do site do nosso Presidente

«Lunedi 5 Ottobre 1998

Dia da (Im)plantação da República em Portugal.
Embora os clubes monárquicos brotem que nem cogumelos pelo país, sobretudo desde que o pseudo-rei de Portugal, D. Duarte, lá conseguiu convencer a D. Isabel de Herédia (é assim que se escreve?) a casar-se com ele (ou Ele?), a República Portuguesa parece que veio para ficar. Acho isso óptimo, embora uma monarquia em Portugal fosse importante para se venderem mais revistas sobre o Jet Set português, o que com certeza tem imeeeeensa importância para as economias portuguesa e internacional!!!!!!!!!!
Pronto, pronto! Não consigo ser imparcial a falar destes assuntos. Mas isto dá-me ideias para um próximo referendo. Sim, porque não se pode, a partir de agora, governar sem se “auscultar a vontade do Povo Português”. Supostamente vivendo numa democracia já com 24 anos e meio (isto é, maior e vacinada, e em idade casadoura), isto parece óbvio, mas só agora é que umas cabecitas lusas se lembraram de “oficializar”.
Bom, mas voltando à proposta de um próximo referendo, que tal se fosse assim:
1. Acha que Portugal está preparado para viver numa República?
2. Acha que esta República tem sido benéfica para os Portugueses?
3. Acha que Portugal estaria preparado para voltar a viver sob um regime monárquico?
4. Acha que D. Duarte estaria preparado para subir ao trono em Portugal?
5. Acha que D. Duarte e D. Isabel fazem um bonito casalinho?
6. Acha que D. Duarte e D. Isabel deveriam adoptar outro visual (mais moderno, mais conservador, mais patriota, usar uma farda de reis, etc.)?
7. Acha que este referendo está bem feito?
8. Tem sangue azul?
...
... e por aí fora. Obviamente que isto é apenas um esboço de um possível referendo. Faltaria ainda complicar as questões, adicionando-lhes palavras extraídas do Dicionário das Palavras Rebuscadas e Obscurecedoras de um Discurso Perfeitamente Básico, acompanhando com uma estrutura gramatical o mais complexa e inovadora possível. Sem estes pré-requisitos, para além de uns quantos outros sobre os quais não me vou pronunciar hoje (é feriado, sabem!?), o referendo não é realizável, pois toda a gente perceberia do que se estava a tratar e, como tal, a democracia tornava-se uma imposição e, logo, extinguir-se-ia, pois quando a democracia é imposta deixa de ser democracia e passa a tirania, percebem? Não? Então...acho que tenho mais umas ideias para um outro futuro referendo...
" (Pequenita Maria-das-Flores, mais tenrinha)

Cheguei!

Viva o Guronsan!



Vou só ali tentar recuperar das 18 horas de sono que dormi nos últimos 8 dias e já venho.

A Tangerina

sexta-feira, outubro 03, 2003

We got rhythm, we got music

A capacidade humana para apreciar e produzir musica tem dado que pensar aos biologos evolucionistas, pois nao se percebe bem como e' que essa capacidade pode ajudar 'a sobrevivencia (para alem da sobrevivencia das editoras de musica e de alguns musicos). Um verdadeiro puzzle na evolucao, um grande misterio para senhores como Darwin e outros senhores mais contemporaneos. O desenvolvimento deste tema fica para outro dia, porque o meu fim-de-semana ja' comecou, lamento!

NAO PERCA! BREVEMENTE, NUMA TRAVESSA PERTO DE SI: "Por que raios e' que eu nao faco (quase) nada sem musica?!" O desvelar deste e de outros misterios da vida, aqui, na Travessa da Conversa. Para ja', um intervalo musical.


Musik I (G.Klimt 1895 )

ARTIST: George Gershwin
TITLE: I Got Rhythm

[From Girl Crazy]

In this fast and troubled world
We sometimes lose our way
But I am never lost
I feel this way because

I got rhythm, I got music
I got my girl
Who could ask for anything more?
I've got good times, no more bad times
I've got my girl
Who could ask for anything more?

Old man trouble (old man trouble)
I don't mind him (I don't mind him)
You won't find him 'round my door
I've got starlight (I've got starlight)
I've got sweet dreams (I've got sweet dreams)
I've got my girl
Who could ask for, who could ask for more?

Old man trouble (old man trouble)
I don't mind him (I don't mind him)
You won't find, you're never gonna find him 'round my door
Oh, I've got rhythm (hey! I've got rhythm)
I've got music (hey! I got music)
I got my girl
Who could ask for anything more?

In this fast and troubled world

I've got rhythm, I've got rhythm
I've got rhythm, I've got rhythm
I've got rhythm, I've got rhythm
{fade}

Verse:
Days can be sunny,
With never a sigh;
Dont' need what money
Can buy.

Birds in the tree sing
Their dayful of song.
Why shouldn't we sing
Along?

I'm chipper all the day,
Happy with my lot.
How do I get that way?
Look at what I've got:

Refrain:
I got rhythm,
I got music,
I got my man -
Who could ask for anything more?

I got daisies,
In green pastures,
I got my man -
Who could ask for anything more?

Old Man Trouble,
I don't mind him -
You won't find him
'Round my door.

I got starlight,
I got sweet dreams,
I got my man -
Who could ask for anything more -
Who could ask for anything more?

quinta-feira, outubro 02, 2003

A cantar e' que te deixas levar

Dedico 'a Morcela este pedaco de Lisboa (e que lindos olhos ela tem), acompanhado de bom queijinho e uma garrafinha de Monte Velho. Quem quiser, pode juntar-se e cantar ou ouvir cantar Camane' na net. O Instituto Camoes tambem presta um belo de um servico publico.
(Relembrando que a falta de acentos e cedilhas e' culpa deste teclado anglo-saxonico imperialista.)



A CANTAR (É QUE TE DEIXAS LEVAR)

Letra:José Mário Branco
Música:José Mário Branco
Album: Pelo Dia Dentro (2001)

LETRA:
A cantar, A cantar é que te deixas levar
A cantar - Tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa
Quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti

Lenço branco
Perdeste-te no cais
Pensaste “nunca mais”
Disseram-te “até quando”?
A cantar
Fizeram-te calar
A dor que, para dentro, ias chorando
Tanta vez
Quiseste desistir
E vimos te partir
Sem norte
A cantar
Fizeram-te rimar
A sorte que te davam com má sorte

A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti

Tanta vez
Para te enganar a fome
Usaram o teu nome
Nas marchas da Avenida
A cantar
Puseram-te a marchar
Enquanto ias cantando distraída
A cantar
Deixaram-te sonhar

Enquanto foi sonhar à toa
A meu ver
Fizeram-te esquecer
A verdadeira marcha de Lisboa

A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti

A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tentas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti

quarta-feira, outubro 01, 2003

Insonia (Cristina)

"A amizade e' uma alma com dois corpos." (Aristoteles, in Etica a Nicomano)

Chuvisca ca' dentro. Amigos que partem. Saudades que ficam. Heranca: amigos comuns, uma bicicleta com cadeado, um narguile' e tabaco de maçã, partilha de memorias, almas partilhadas. Chuvisca ca' dentro, mas ha' cor la' fora.
Boa viagem Bubu-Minha-Nega e Nene'-Gatchinho. E...ate' ja'!


sem titulo, Artur Carvalho