Conversa na Travessa

terça-feira, dezembro 13, 2005

O Gabinete de Curiosidades da Travessa [This is the end]

Esqueci-me dos óculos escuros...

...e de dizer que é a última vontade das comadres nao apagar o blog, porque somos umas sentimentalonas e assim, além de que nao temos a chatice de ter editoras 'a perna a quererem publicá-lo. Queremos ter a certeza de que podemos espreitá-lo como quem espreita uma caixa de sapatos cheia de recordacoes e objectos raros e estranhos que escondemos debaixo da mesa de camilha. A encherem-se de pó. Uns tipos dos séculos XVI-XVII já tinham inventando uma coisa do género e dado o nome pomposo de cabinet de curiosités. De Travessa passa entao a Gabinete de Curiosidades.

[Agora sim. The comadres Maria Paula, Maria_das_Flores e Maria Tangerina have left the building.]

Este é o 926º post

Se bem que não tenha uma memória tão científica como a da comadre Maria sei que começamos este blogue há bastante tempo. Há quase tanto tempo, quanto o tempo em que sou mãe ( O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto o tempo, tempo tem). Para mim, este blog representou diversas coisas. O restaurar do meu EU, na altura totalmente absorvido pela recente maternidade, a tentativa de disciplinar ideias, racíocinios, loucuras. Cumpridos ou não este objectivos, eis que chego a um ponto em que o blogue passou a ser um pendente na lista de coisas a fazer. Mais uma tarefa. E isso é que não pode ser.
A experiência foi óptima. Viciante até. E tal como a Maria, muitas vezes lia, via ou aconteciam-me coisas que resultavam num inevitável "Isto dava um post." Mas a minha indisciplina de pensamento ( este foi um objectivo que não foi cumprido)levava a que muitos desses posts se perdessem neste turbilhão que é a minha cabeça. E acreditem que a sensação não é boa. Neste momento, terminar é crucial. Não gosto de pendentes e terminar o que se começa é saudável e higiénico.
E eu gosto de coisas limpinhas.
Agora é a parte dos agradecimentos.
Agradeço a todos.
E agora a mensagem para a posteridade.
É sorrir e acenar, rapazes. Sorrir e acenar. Em Inglês: Smiling and waving, boys. Smiling and waving.Dot

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Rematar pontas pendentes. Episódio 3: This is the end, beautiful friend [tamanho XXXL, que sou menina para ocupar muito espaco]

Dói libertar-te
Mas tu nunca me seguirás


[Referencia: The Doors, traídos em Portugues por Maria_das_Flores]


© Herbert List/Magnum Photos

Foi há cerca de 2 meses que um dos meus múltiplos pendentes me fez temer que fosse aquela a vez mais próxima do fim [referencia: o (agora) soporífico Luís Represas]. Fim do blog, deste blog, ou da minha participacao neste blog - sossegai, meus amigos! Nesse dia, tinha-me passado pela cabeca relacionar a ‘polémica Vettriano’ com a ‘polémica máquinas dos parques de estacionamento de Cambridge, U.K.’, entitulando esse surreal trabalho de relacionar alhos com bogalhos - embora nao os misturando, shaken but not stirred style [ref.: James Bond] – de ‘Saber Perder Tempo’. Explico primeiro muito rapidamente que polémicas eram essas e depois a referencia ao Represas (valhamedeus).

Polémica Vettriano – o ex-mineiro Jack Vettriano, actualmente o autor da tela mais reproduzida no mundo (The Singing Butler), admite que se inspirou num manual baratucho para artistas. Os snobs das artes pictóricas caem-lhe logo em cima dizendo que ele nao é um verdadeiro artista, etc. Perdendo tempo, no fundo, porque qualquer analfabeto artístico se apercebe que o Sr. Vettriano dá uma emocao ‘as personagens que pinta – as tais que foram baseadas em imagens de um manual – que só um verdadeiro artista consegue dar.

Polémica máquinas dos parques de estacionamento de Cambridge, U.K. – nessa mesma semana, leio no Cambridge Weekly News que os Cambridgeanos estavam indignados por terem uma voz americana a falar nas máquinas dos parques de estacionamento (máquinas produzidas por uma companhia japonesa, originalmente destinadas ao mercado americano). A Camara Municipal entra em accao e muda as máquinas todas, para que estas tenham um sotaque ‘local’, processo esse moroso e dispendioso. Dizia um tipo da Camara Municipal: «É um pequeno passo para os parques de estacionamento de Cambridge, mas um grande salto para o património Ingles.» Admitia que nao era o maior problema que a cidade enfrentava, mas que gostavam de resolver questoes (polémicas) e que agora ‘we will move on’. Definitivamente, estes tipos sabem perder tempo.

Referencia a, valhamedeus, Luís Represas – Bom, tinha eu chegado ao blogger com esta bela intencao de falar sobre o saber perder tempo, e eis que uma astenia profunda e acumulada se me abate, impossibilitando-me de shake but not stir alhos e bugalhos de forma fluida e, ja agora rápida, como talvez tivesse sido costume em épocas mais áureas. E penso: ‘Isto bem que podia ser o meu derradeiro post na Travessa. Até já tenho o título!’ (custa-me sempre tanto desencantar títulos). Mas a minha prostração física e moral [ref.: dicionário electrónico Priberam] deixou-me apenas copiar-colar parte de um artigo sobre a ‘polémica Vettriano’ e largar impunemente o título ‘Saber Perder Tempo’ no ciberespaço.

O blog foi sempre um rim sintético para mim – o terceiro rim-, uma prótese de um órgao excretor, mas, vá, também um órgao de comunicacao (o que nao é mutuamente exclusivo). Tudo (exagero literário) o que os meus rins originais (organicos) nao excretavam, era excretado pelo terceiro rim, o que era muitas vezes um alívio bastante libertador. Esta minha existencia de cyborg blogueiro– fusao de animal com máquina bloguística [referencia de base: Donna Haraway, Simians, Cyborgs, and Women] foi, grosso modo, feliz, enquanto o terceiro rim funcionou. Mas chegou-se ao ponto da insuficiencia renal with no return – e já largo a metáfora organico-cibernética, para meu e vosso descanso espiritual.

Um cyborg é projectado de forma a adicionar ‘capacidades’ a um organismo ou a melhorá-las, usando tecnologia (de informacao, por exemplo). Ora, em acreditando na Donna Haraway, com as ferramentas certas, todos nós podemos ser reconstruídos, porque somos cyborgs. Acho um exagero dizer que me estou a reconstruir ao deixar de blogar – ao amputar o terceiro rim -, mas até acredito que eu seja um cyborg e que nunca o deixe de ser. Nem de propósito, na semana passada li um artigo no The Guardian (07/12/2005) que me relembrou disso mesmo: “In the contemporary postmodern vortex of techno-cultural mutation, technology is no longer defined in opposition to the human. Mobile technologies bring us ever closer to a cyborg existence.” (Dholakia & Zwick, profes de marketing, citados por Stuart Jeffries, a propósito da subcultura de se usar o telemóvel enquanto se está na casa-de-banho). É claro que ainda este fim-de-semana tive um tique de cyborg blogger típico : «Isto dava um post», pensei eu quando me deparei pela primeira vez com um baixo-relevo de um poema de Calverley (Ode to Tobacco ) apenso a uma parede por onde passo quase todos os dias há 6 intermitentes anos.

Nao obstante, e ao fim de 2 anos, 3 meses e 7 dias, exactamente, ‘desligo’ o terceiro rim. ('amputar' tem um bocado de mau vibe)

- E nao agradeces aos senhores, Maria_das_Flores? Despede-te dos senhores, vá.

Ás comadres (perdao pelo acentuacao manca), á ‘família’, á vizinhanca lincada, á vizinhanca deslincada, á vizinhanca que lincou, á vizinhanca que deslincou, aos que passaram e voltaram, aos que passaram e nao voltaram, aos que comentaram via ‘coscuvilhices’, aos que comentaram via ‘outros meios’, aos que enviaram spam (humorístico), aos que se queixaram via email da falta de referencia de algumas das imagens aqui postadas no início do blog quando eu ainda nao sabia fazer links (verídico) nem outras brincadeiras de html (nao se respira nesta frase), aos meus amigos mais ou menos cibernéticos ou mais ou menos organicos, ao Don William Shatner, ao Darwin, ao Tim Berners-Lee e, finalmente – embora tenha a sensacao de me ter esquecido de algo importante, as always, que nao tenho jeito nenhum para discursos a la Oscars, nem para epitáfios - ao ‘Moe’ da minha turma do ciclo preparatório, o rei da retórica física bruta (e.g. «Só nao te parto os dentes todos porque és uma gaja!», por me ter deixado chegar ‘a idade adulta com alguma retórica verbal. Agradecida, despeco-me com amizade [Ref.: Eng. Sousa Veloso, TV Rural, referencia facilmente identificável pelos membros da Geracao Vasco Granja - teste ‘What Generation do You Belong To’ non-powered by Quizilla]

Também está sólinho aqui. Também tirei os naperons da gaveta. Deixo o condominio com as maos nos bolsos, 'a procura das chaves, da conta do merceeiro e da última paranomásia parvinha. Olho para trás com mellon collie, mas aliviada.

[E agora, no original, em itálico, o óbvio:]

It hurts to set you free
But you'll never follow me

This is the end.


[Maria_das_Flores has amputated the third kidney. Perdao, ja chega de metáforas Harawayanas. Maria_das_Flores has left the building. Assim é que é.]

Já vou

Já vai

sexta-feira, dezembro 09, 2005

12 de Dezembro de 2005

Fazer uma boa limpeza...se bem que o tempo não ajude. Tirar os naperons das gavetas.
Abrir as janelas e aproveitar estes abençoados raios de sol. Arejar...

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2005


© Cornell Capa Photos by Robert Capa © 2001/Magnum

O farewell.

[aos 2 anos, 3 meses e 7 dias, exactamente.]

O príncipio do fim.

É um começo como outro qualquer.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Rematar pontas pendentes. Episódio 2: "A Maria_das_Flores errou" [série terminável]

Ao longo de 2 anos, 3 meses e 1 dia, a Maria_das_Flores [na terceira pessoa doi menos] equivocou-se aqui, ali e acolá. Por vezes, equivocou-se mesmo feio. Que fiquem aqui registados alguns enganos nao necessariamente representativos, seleccionados ao calhas:

a) ao contrário do que possa transparecer aqui , nao há pachorra nenhuma para a delicodoce KT Tunstall, ainda para mais agora, que aparece em todo o Music Award - nao sei se a Maria_das_Flores nao se há-de sentir um bocado responsável por isso [autochibatada no lombo];

e) ao contrário do que foi proposto aqui, nao se pode dar chance nenhuma aos Black Eyed Peas, pela vossa saúde [autochibatada no acém] - ninguém atura aquela histérica;

i) creio nao ter conseguido recrutar uma única alma para a nobre causa 'amar os franceses'; o workshop 'Aprender a Amar os Franceses' teve de ser interrompido 'a queima-roupa, por falta de verbas, de verbos (no imperativo) e, sobretudo, por uma análise de consciencia da coordenadora do workshop, mais interessada em fazer workshops de love sueco do que em entregar-se de corpo e alma a causas nobres como esta [aqui nao há autochibatada, mas um minuto de silencio];

o) talvez bem mais grave foi a Maria_das_Flores, nos idos de 2003, ter anunciado aqui como g'andas resultados os resultados (repeticao) publicados no revistao cientifico onde toda a gente de bem quer publicar Nature, a 18/09/2003, por Sarah Brosnan e Franz de Waal, que concluem com toda a certeza do mundo que provaram, com toda a metodologia correcta, que os macacos capuchinhos sao uns tipos justos; nao desfazendo nos macacos capuchinhos, o problema da Maria_das_Flores foi ter lido apenas o press release dos próprios autores, só mais tarde olhando para o artigo e agoniando-se com a parca qualidade do mesmo [autochibatada na pá, nas costeletas, nas unhas, e em tudo o mais que ainda nao tenha sido autochibatado, como se nao houvesse amanha]

u) este post é, com toda a possibilidade, um equivoco. Andor!

[2 anos, 3 meses(mais um equivoco, 3 meses, e nao 4) 1 dia e algumas horas. Está quase.]

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Rematar pontas pendentes. Episódio 1* [série terminável]

*Tentativa de rematar a ponta pendente "Histórias da carochinha, by Desmond Morris, claro".


Entrevista a Desmond Morris (DM), a propósito do seu ‘novo’ livro "La Mujer Desnuda", por Mikel López Iturriaga (MLI). In Marie Claire, España, Octubre 2005 (€4,50; £4.80), pp. 90-91. Copiado 'a mao na livraria Borders e traduzido no momento por Maria_das_Flores (MdF).

Mdf: Eu poderia comecar por dizer que o DM tem uma grande fixacao pelo nu: The Naked Ape, The Naked Eye, The Naked Woman, The Naked Surrealism...OK, OK, já percebemos! 'Naked' is your middle name, DM, nao é?

MLI: A motivacao básica da evolucao da mulher é o sexo?
DM: Sim, toda a espécie com sucesso deve sentir atraccao sexual para poder produzir filhos. Uma das espécies com menos sucesso sao os ursos panda. Nao lhes interessa nada formar casais; sao os animais menos sexys do mundo. Um fracasso evolutivo.

MdF: 'tá bem que a pergunta é idiota (motivacao básica??), mas a resposta a uma pergunta idiota nao tem obrigatoriamente de o ser também. O sexo é evolutivamente importante para qualquer espécie sexuada. A meiose é um must para esta malta, mas nao para bichezas como a assexuada amiba, por exemplo. Também nao me parece correcto dizer-se que os pandas sao os animais menos sexys no mundo. Comparar, por exemplo, pandas a Desmonds Morrises.

MLI: Qual é a novidade evolutiva mais importante na mulher?
DM: A capacidade de ter orgasmos. No resto dos primatas, os machos tem clímax, mas as femeas nao. Pelo contrário, a mulher é igual ao homem nisto. A sexualidade nao é apenas um jogo que as pessoas praticam numa sociedade lasciva, é a nossa tendencia evolutiva fundamental. Por isso a mulher tem um corpo tao extraordinário.

MdF: Por isso?

MLI:
Como se desenvolveu essa capacidade para o prazer?
DM: Na nossa pré-história houve uma especializacao: os homens cacavam (cedilha) e as mulheres ocupavam-se dos filhos e da comida. Os gatos tem uma ninhada, criam-na e vao-se embora, mas o ser humano tem um filho, depois outro e outro, e enquanto está a criar o último, ocupa-se do primeiro. A mulher necessitava de mais ajuda do macho para fazer frente a essa carga, por isso era importante desenvolver fortes lacos emocionais, muito mais poderosos do que o sexo ocasional dos macacos. A transformacao de ‘ter sexo’ para ‘fazer amor’ foi crucial para o exito da nossa espécie.

MdF: Este senhor é um optimista, por um lado. Entao nao há primatas humanos que nunca amaram? (eu sei que ele esta a falar de espécies e nao de individuos, mas também quero fazer comentários pop como o DM). Por outro, sabe lá ele se nao há outros primatas que amam .

MLI: Como interpreta a maior tolerancia actual em relacao ‘a homossexualidade?
DM: A homossexualidade existiu sempre; a diferenca é que agora se tolera. Falando como biólogo, significa mais elementos nao reprodutivos na sociedade. Esta maior tolerancia tem a ver com o facto de haver excesso de populacao. Inconscientemente reconhecemos que é bom que haja elementos nao reprodutivos.

MdF: 'Inconscientemente reconhecemos'? Gostava de saber a metodologia que DM utilizou na sua investigacao para provar a correlacao entre tolerancia 'a homossexualidade e excesso de populacao. Poderia relembrar também que há homossexuais que procriam, mas, adiante. Nao sou grande costureira (só botoes), mas tenho de rematar como posso, com o inicio de mais um dos livros nus de DM:

"Every human female has a beautiful body. The brilliant end point of millions of years of evolution loaded with amazing adjustments and subtle refinements, it is the most remarkable organism on the planet." (D. Morris 2004, in The Naked Woman: A Study of the Female Body).

MdF: afinal, remato com mais um cascanço, tem de ser. Quando DM diz "Every human female has a beautiful body", está a tentar engatar o maior número possivel de gajas (para aumentar o seu sucesso reprodutivo, aptidao inclusiva, etc.) ou ele é mesmo assim, 'tadinho, um pateta optimista? Desconhecerá ele as artroses, as varizes, a celulite, as mamas descaidas até 'a zona púdica tea-bag style, as nádegas descaidas na direccao e proximidade do calcanhar, a barba hirsuta e tantas outras coisas que podem correr menos bem na carcaça de uma mulher? Quando DM diz que a mulher é o "brilliant end point of millions of years of evolution", nao estará a ser extremamente injusto para, sei lá, a lesma, a osga, ou a minha preferida, a amiba? Nao se poderá dizer o mesmo destas gajas (percebem agora porque escolhi estes bichos? sao os primeiros que me vieram 'a cabeca do género feminino), que também sofreram anos de evolucao? Outro problema também éo DM falar em 'end point da evolucao'. Mas entao agora a evolucao tem 'end points'? Quanto muito, 'dead ends'.Read my lips, a evolucao nao tem direccionalidade, fins e isso. Ele que vá ler, sei lá, o Ernst Mayr, qualquer coisa dele, que nao é massudo (TM de slop, a.k.a. Ingénua Perversa, a.k.a. Demónio Poderoso). Estamos fartos das patranhas do design (des)inteligente. E este homem - DM - apesar de nao ser massudo, é fraudulento E isto já vai longo.

[2 anos e 3 meses, precisely]

terça-feira, novembro 29, 2005

Porque gostamos de pulp fiction e tínhamos saudades destes rapazes

*

"Gay" Perry Van Shrike: This isn't good cop, bad cop. This is fag and New Yorker.

"The dialogue exists not to explain anything or advance the story. It exists entirely in order to be dialogue."

O filme? Nao é mau de todo.

SHIRLEY BASSEY, Mr. Kiss Kiss Bang Bang
He's tall and he's dark,
And like the shark, he looks for trouble,
That's why the zeroes double,
Mr. Kiss Kiss Bang Bang.

He's suave and he's smooth
And he can soothe you like vanilla.
The gentleman's a killer.
Mr. Kiss Kiss Bang Bang.
(...)
He's fast and he's cool.
He's from the school that loves and leaves 'em...
A pity if it grieves 'em!
Mr. Kiss Kiss Bang Bang's not a fool.
No, he's no fool.
He's no fool.
He is no fool.